sexta-feira, fevereiro 29, 2008

Rio Claro agoniza

O Agüinha fez água mais uma vez. A derrota de 2 a 0 para o Rio Preto foi a escolha da lanterna interiorana.

No Paulistão de 08, o interior está a dominar tudo. Por mais que a imprensa paulistano-cêntrica queira, as cartas deste campeonato são dadas no interioR.

É claro que não dá para prever uma final caipira com toda certeza. Mas não seria algo improvável em função da atual conjuntura futebolística paulista (interior+capital!).

Quanto ao jogo de hoje, não assisti. Mas acabei de falar com meu pai, que o viu pela tv. Nem tocamos no assunto. Há algumas práticas comunicativas não-verbais entre nós. Por tanto, depreendo que nada de relevante aconteceu dentro do gramado.

Infelizmente, o Agüinha segue com afinco um roteiro tenebroso: corre atrás do que dominada a bola; suas finalizações ficam no terreno do quase; a defesa é raçudos, mas não guenta o tranco... Bem, por ai vai.

Mas não se entrega os pontos:

Duas vitórias encerrariam o drama. Não há razão para não sonhar.

Abraços

quinta-feira, fevereiro 28, 2008

Quase chorou de verdade

Não gostei da atitude do Souza após seu gol contra o Cienciano na Libertadores. Afinal, de nada vale chutar cachorro morto. O jogo estava longe de estar ganho e o Flamengo encontrava uma tremenda dificuldade para furar aquele paredão humano que os peruanos fizeram na sua grande área.

Acho esse tipo de futebol defensivo ridículo, mas, dada a baixa qualidade do time e sua provável eliminação na primeira fase, um ponto no Maracanã seria um grande lucro. Mas grande mesmo seria o prejuízo do rubro-negro, perdendo dois pontos preciosos diante de sua torcida.

O gol acalmou o time, que estava desordenado, mas uma rara (e bisonha) falha do goleiro Bruno permitiu o empate do Cienciano. O time seguiu quase até o fim do segundo tempo perseguindo o desempate, que ocorreu na medida do brilho da estrela de Joel Santana: Marcinho, que começara no banco, foi o responsável. O técnico está certo quando diz que não há titulares e reservas no Flamengo, pois, no final, as substituições são táticas e servem para desequilibrar o jogo.

Mas o que está acontecendo com o Flamengo, afinal? Onde está aquele rolo compressor que terminou o ano passado em terceiro lugar no Brasileirão? O time precisa se reencontrar, colocar a cabeça no lugar e perceber que, em seu melhor, pode, sim, ganhar o Campeonato Brasileiro e a Libertadores e, quiçá, outro mundial. Mas não batendo cabeça como vem fazendo nesse último mês. Dessa forma, Souza vai acabar chorando de verdade.

segunda-feira, fevereiro 25, 2008

Como uma final deve ser

Respondendo a uma questão sobre a quantidade de partidas decisivas do Campeonato Carioca, a Taça Guanabara nem sempre foi o primeiro turno do Estadual – que também só passou a ser estadual depois da fusão da Guanabara com o Estado do Rio de Janeiro. Ela começou como uma forma de decidir o representante da Guanabara na Taça Brasil e perdurou após o fim dela, tornando-se uma tradição. Apenas em 1972 passou a equivaler ao primeiro turno do Carioca.

E o Flamengo é o maior detentor da tradicional taça, somando agora dezoito conquistas, a última realizada ontem sobre o time do Botafogo. E o que teve essa final de excepcional?

Para mim, apenas a violência com que jogou o time alvinegro, tradicionalmente leal, mas regido por um argentino e um uruguaio que levaram a catimba do Cone Sul e também sua violência aos gramados cariocas. Souza mereceu ser expulso e a expulsão de Zé Carlos foi injusta – mas por ela o Botafogo deveria agradecer, pois ele tomou o lugar do goleiro Castillo, que havia tempos vinha provocando o atacante rubro-negro.

O jogo foi brigado e violento, como uma final deve ser. Esperar um show de futebol numa decisão é sonho de Galvão Bueno ou qualquer locutor palhaço que esteja estragando a beleza do espetáculo de raça que costumam ser os jogos do Flamengo. Roubo do juiz? Isso é choro de perdedor!

O juiz errou, sim, marcando um impedimento ridículo do Obina e deixando de marcar a falta e expulsar o jogador que fez a falta em Cristian. No final, Cuca, Montenegro, Bebeto de Freitas e Túlio foram patéticos e fizeram os torcedores do outrora glorioso passarem vergonha. Perca-se com dignidade! Mas eu... quero mais é comemorar.

sexta-feira, fevereiro 22, 2008

Gostei do drible do Kléber do Santos

Meu amigo Rafael, santista desde pequeno, deve ter ficado feliz com o futebol que o Santos apresentou ontem.

Infelizmente, não achei o golaço que o Kléber Pereira no super You Tube. Muito a contra gosto, coloco uma ligação para vídeo dos gols que a rede bobo insiste em não liberar para a blogosfera. Os caras só estão ajudando à Google ganhar mais dinheiro em cima da cagadas que fazem. Afinal, o Na Cal poderia ter estampado o logotipo da bobo aqui para mostrar os gols santistas e não o fez porque eles não deixam.

Bem, de volta ao jogo, uma hora o elenco do jogo teria que jogar um futebol a altura do talento que seus jogadores têm.

No entanto, por mais que o bom futebol jogado pelo Peixe seja alvissareiro, o destaque da rodada continua com o super-híper-ultra empate de virada que o Agüinha impingiu ao Palmeiras. Pois, como o Ruben, do Bateu, é Gol!, disse em comentário postado aqui:

13 pontos em 9 jogos é o que o RC precisa.


Os santistas e todos os outros não-rioclaristas que se segurem e apertem os cintos, que agora o Agüinha embalou neste Paulistão de 2008.

Abraços,

quinta-feira, fevereiro 21, 2008

Minha camiseta do Agüinha irá à Paulista

Não vai ter como não usar.

O empate eqüivaleu a uma vitória. Apesar de não ter mais chances de disputar o título neste ano, creio o Rio Claro engrenou numa ascendente.

Ainda bem!

Agora vou ver se o Serjão queimará a sua língua. Olha o que o cara me diz:

Ágüinha vai cair este ano e o XV (de Jahú) vai subir!

Aliás, neste ano, estou em débito com o Agüinha de meu Avô. Vou ver se consigo ir a algum jogo.

Por fim, muito obrigado goleirão!

Abraços,

terça-feira, fevereiro 19, 2008

E agora, companheiro?

Fidel pegou a boina.
E tristemente não há ninguém para usá-la.
Vendo a mensagem do comandante no sítio do Granma , lembrei de histórias de gente que carregava a carta de Getúlio no bolso.
Na vida é assim: perdas e lembranças. Um amigo sofreu muito quando lhe roubaram a camisa do São Paulo da TAM. Simbolizava conquistas. Com o bi brasileiro ele ficou mais calmo.
Outro se apega ao símbolo da Parmalat. E lá se vai uma década.
Um outro, fluminense que torce para o Flamengo, guarda todas as revistas Placar da década de 80. Até a penalidade perdida por Zico serve como lembrança. De quando havia um Zico.
Enquanto isso, a vida passa. Passada a histeria pela conquista da vaga para a final da disputa de meio turno, percebe-se que há 15 anos não há nada de grandioso para comemorar. Apenas o primeiro lugar na dívida fiscal.
Saudosismo é nossa herança portuguesa. Esperar e crer, convicções de colonizados, alimentadas por pequenos êxitos.
Não há ninguém para vestir a camisa de Zico. Nem a boina de Fidel.

Marx é rubro-negro também

O livro 18 Brumário começa assim:

Capítulo I

Hegel observa em uma de suas obras que todos os fatos e personagens de grande importância na história do mundo ocorrem, por assim dizer, duas vezes. E esqueceu-se de acrescentar: a primeira vez como tragédia, a segunda como farsa.


Domingão, ao ouvir as notícias sobre a penalidade máxima perdida por Edmundo, lembrei-me de 86 e da tese do barbudo. Afinal, como em 82 tinha só 6 anos, a Copa do México foi a minha primeira de verdade. Nunca mais me esqueci disto:

Essa é a imagem mais forte que tenho desse craque infelizmente.

Agora, de volta para 2008, não dá para entender o motivo que leva alguém a falar isto:

Não me arrependo de ter batido o pênalti, pois a responsabilidade era minha. Arrependo-me de ter jogado. Eu falei que não dava... palavras de Edumndo, segundo o Jornal dos Sports.

Se você não viu, tá aqui também:

Como alguém manda um que não dava e, mesmo assim, entra em campo e bate uma penalidade máxima. Assim, fica complicado acreditar no Não me arrependo de ter batido ... também.

Gostei da definição que o Diego, do Confio no Mengão deu à situação:
Uma vez Flamengo sempre Flamengo!



Como no Paulista a coisa não foi nada interessante, é muito melhor surfar na alegria do Sujeito Oculto.

Abraços,

segunda-feira, fevereiro 18, 2008

Hora de mudar de time

Quem é vascaíno já deve estar cansado. Hoje, o jornal "O Globo" contabilizou: oito derrotas seguidas em partidas decisivas para o Flamengo, completando dez anos desde a primeira final do último tricampeonato.

Quando fui assitir, em 2006, à final da Copa do Brasil, já não tinha dúvidas de que o Flamengo venceria. Agora na semifinal, eu balancei: a derrota para o Fluminense, mesmo com o time reserva, e o jogo ruim no Peru me desanimaram.

Mas Vasco é Vasco e contra o Flamengo, treme. O pênalti perdido por Edmundo foi a cereja do bolo. Qual foi o flamenguista que não comemorou aquele chute para fora naquele torneiozinho da Fifa em 2000?

Dez anos, sim. Isso significa que um adolescente que começou a acompanhar futebol aos seis anos nunca viu o time cruzmaltino se dar bem para cima do rubro-negro numa decisão. Seria a hora de pensarem em mudar de time?

sábado, fevereiro 16, 2008

Olhe o Fielzão ai de novo!!!

Nem ia escrever nada hoje, já tava a desligar o Micro, quando resolvi dar uma olhada nas notícias. Na primeira página do sítio Estadão encontro a chamada:

Revelado o projeto do novo estádio do Corinthians

SÃO PAULO - O JT teve acesso ao projeto do estádio do Corinthians - todo em negro, com direito a 52 mil torcedores em plena marginal Tietê. O mentor do projeto de R$ 350 milhões é o conselheiro Edgard Soares. Se tudo der certo, começará a ser construído em outubro e a data sonhada para a entrega é 1º de setembro de 2010, quando o clube completará 100 anos.



A Prefeitura de São Paulo, o Palmeiras e o São Paulo também apresentaram projetos de Estádio com o objetivo aberto ou velado de serem estádios usados na Copa.

O blogueiro Bruno Hoffman questiona se a ida do Lulinha pro Palmeiras seria alguma ação presidencial rumo um próximo mandato qualquer (presidente de rua, bairro... ou pro PT), se é um simples estágio do profissional ou, a melhor, o presidente o mandou para dar um jeito de contundir alguns palmeirenses e prejudicar o time paulista arqui-rival do Corinthians.

Acho que o com o Lulinha -- não o da telemar e gamecorp -- na equipe, fica mais fácil, por exemplo, conseguir uma verba pra um estádio novo. Jogos da Copa de 2014 no Palestra não é algo que este blogueiro inventou. Por exemplo, veja o que o sítio Muda Palmeiras escreve:

Por exemplo, até aproveitando a idéia de ser sede da Itália na Copa de 2014, o Palmeiras poderia buscar parceiros em empresas italianas.

Por tanto, acho que se o Corinthians realmente quer assegurar um Estádio moderno, poderia seguir o exemplo de São Paulo e Palmeiras, que contrate um familiar do Presidente. Não afirmo que uma ação desse tipo seria algo de estirpe pouco republicana; mas, dentro da legalidade, ajudaria a, diga-se, orientar algum juízo discricionário lá em Brasília.

Abraços,

sexta-feira, fevereiro 15, 2008

Faz tempo que não falava do F.A.


Este é o logo da melhor comunidade do Orkut. Se você ainda não conhece a Futebol Alternativo e gosta de futebol, fica a sugestão.

Gostei destas duas:

Galícia contrata John Lennon de Ouriçangas

O Galícia trouxe da "paradisíaca" cidade de Ouriçangas o jogador John Lennon que já está integrado ao grupo de juniores e já está morando na concentração. Nas próximas semanas haverá uma peneira na cidade para selecionar mais jogadores. Será que vai chegar um Paul McCartney, Ringo Starr ou um George Harrison?

Ouriçangas em tupi significa “fonte de água fresca”.

Já os três nigerianos que estavam no clube ao que parece foram embora, o empresário Rick (aquele nigeriano que jogou no Vitória e no Flamengo) sumiu com eles. Tinha um que jogava muita bola. O mais provável é que tenha utilizado o clube de trampolim para um clube maior já que não deu sequer tempo para federa-los ou profissionaliza-los.

Daniel


Jabuticaba não agrada e acaba dispensado no REC


Amargando uma das piores campanhas dos times que disputam o Estadual
(matogrossense), o REC, do treinador Luiz Renato, continua promovendo adequações no elenco, antes mesmo do término da primeira fase da competição. O meia Paulo César Jabuticaba foi dispensado ontem pela diretoria. Ele acertou a rescisão amigável sem a necessidade de pagamento de multa rescisória. O atleta não agradou a diretoria nas suas duas únicas apresentações no certame.

Jabuticaba, “jogador de aluguel”, com 38 anos, 17 deles como profissional, já tinha vestiu a camisa de mais de 15 clubes de futebol. Média de mais de um time por ano. Dois deles, fora do país: Al Nasser (Arábia Saldita) e São Francisco Rincon (México). No Brasil, Goiás, Vila Nova, Atlético Goianiense, Real de Itumbiara, Anapolina, Itumbiara, Jataiense, Goiatuba, Morrinhos e Goianésia no estado de Goiás. Ituiutaba em Minas Gerais, Rio Branco de Americana, Bandeirantes de Birigui, e Barretos em São Paulo, e o Caxias no Rio Grande do Sul. O meia é o recordista de participação em campeonatos Goianos, foram 15 edições em toda a sua carreira.

Campeão pelo Morrinhos quando venceu a terceira divisão do Goiano, o veterano jogador com passagens também pelo Dom Bosco - único clube que atuou no Mato Grosso -, quando foi vice-campeão Estadual ao perder a decisão para o Operário, chegou ao clube indicado pelo treinador Luiz Renato para ser o ponto de referencia do time no meio campo.

Treinamentos – Para reagir no campeonato, Luiz Renato começa promover mudanças na equipe titular para o jogo de domingo. Exemplo que pôde ser observado ontem no treino da equipe.

Com apenas dois zagueiros à disposição – Val e Bill -, o treinador testou alguns volantes de forma improvisada no setor no sentindo de continuar com o esquema das últimas partidas: o 3-5-2.

Alexandre cuca


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Volto agora:

Acho que o REC está certo. Creio que o clube foi coerente, pelo menos, com o regime jurídico que adotou. Veja o que está no sítio da Federação Matogrossense de Futebol:


Acho que deve ser o primeiro clube brasileiro a adotar a forma jurídica de Sociedade Anônima. Não tem, ainda, capital aberto aqui no Brasil pelo menos. Não a encontrei entre as listadas na BOVESPA. Mas como toda hora tem alguma empresa abrindo o seu capital, tenho um palpite que a REC S/A não demorará muito para seguir o seu destino.

Quanto ao Lennon, só posso dizer uma coisa, ter um nome diferente chama a atenção, fora que sempre tiram um sarrinho. Depende como cada um lida com a situação.

Abraços,

quinta-feira, fevereiro 14, 2008

O grande Luciano do Vale

Enfrentar o Barras do Piauí era o momento ideal para o Corinthians deslanchar. Foi praticamente um treino de defesa contra o ataque, com domínio muito claro do time paulista no jogo aéreo, que rendeu os dois primeiros gols, ambos de Dentinho. O jovem atacante marcou ainda o terceiro da goleada por 6x0 e vem sendo o principal jogador ofensivo do Corinthians, enquanto os experientes Finazzi e Acosta só decepcionam [o uruguaio perdeu um gol feito na goleada], e seu estilo e a forma como se impôs no time me lembra o Gil, que era ídolo até a chegada da MSI.
Outro importante destaque foi o 1° gol de Lulinha pelo profissional. A imprensa já cobrava há algum tempo o meia quanto ao gol e ele finalmente conseguiu marcar, além de ter criado jogadas pra outros gols e dado boas arrancadas no decorrer da partida.
O Corinthians sobrou e deu até certo espetáculo no 2° tempo, mas foi muito ofuscado na transmissão televisiva via Bandeirantes [depois da festa furada do BBB no intervalo a Globo ficou sem som e optamos por mudar o canal] pelo sensacional Luciano do Vale. O narrador, que já foi o número 1 do Brasil, não conseguiu dar uma dentro na cobertura do jogo. Nos poucos momentos em que falou sobre o que acontecia em campo conseguiu errar até o placar do jogo [disse que estava 6x0 quando o Corinthians ainda vencia por 5]. Mas foi insuperável mesmo em suas homenagens a Gustavo Kuerten, Ronaldo, Maria Esther Bueno, Maria Lenk e mais meio mundo; tudo isso enquanto o Corinthians pressionava.
Antes disso agradecera à recepção do também narrador Téo José [residente “numa choupana em Alphaville” em Goiânia – o jogo foi no Serra Dourada] e de sua “patroa”, fazendo uma piada com os dotes culinários dela, que o fizeram comer “como um camelo”. Depois, ainda conseguiu errar o nome do presidente Lula, chamando-o de João.
Na verdade, o momento mais sensacional de todos foi na patrocinada repetição do gol de Herrera [outro que desencantou], quando disse que o gol era “tão bom quanto pintar com LuxColor”, superando inclusive os cerca de 5 minutos que passou tentando confortar a torcida do jovem Barras devido à goleada sofrida.
Luciano já me incomoda há muito tempo com seus infinitos abraços ao “querido Nordeste” [normalmente ele manda abraços individuais a cada uma das cidades, sempre “ligadas na Band”]. Felizmente ele deve ter mandado todos no 1º tempo, quando ainda via o jogo na Globo.

quarta-feira, fevereiro 13, 2008

Guará arrasou o Agüinha ontem


Bem que fiquei tentado a assistir ao jogo, mas primeiro vem o labor. Ainda bem que o ócio não venceu. Os 3 a 0 que Rio Claro levou em casa não seriam o tipo de lazer que aprecio. Nunca vi nenhum filme de terror e não tenho razão para mudar esta conduta.

No começo da madrugada, vi os gols do Guaratinguetá na tevê. O primeiro foi uma pintura, mas os outros poderiam ter sido evitados. O enviado especial do Na Cal para assuntos rioclaristas, meu pai, reportou-me que nenhum dos dois times apresentaram muita bola. Os futebóis jogados ontem indicaram que são tantas já vividas emoções e muitas outras se-lo-ão também até o final deste Paulistão.

Mas tomara que o Agüinha não faça como no ano passado, definir sua permanência na 1a só com uma vitória de virada no segundo tempo, na casa do adversário e na última rodada.

Como a situação é drástica exige, seguem estes versos:



Ao Mesmo Assumpto e na Mesma Occasião


Pequei, Senhor, mas não porque hei pecado,
Da vossa piedade me despido,
Porque quanto mais tenho delinqüido,
Vos tenho a perdoar mais empenhado.


Se basta a vos irar tanto um pecado,
A abrandar-vos sobeja um só gemido,
Que a mesma culpa, que vos há ofendido,
Vos tem para o perdão lisonjeado.


Se uma ovelha perdida, e já cobrada
Glória tal, e prazer tão repentino
vos deu, como afirmais na Sacra História:


Eu sou, Senhor, a ovelha desgarrada
Cobrai-a, e não queirais, Pastor divino,
Perder na vossa ovelha a vossa glória.

de Gregório de Matos


Ninguém melhor que esse para cantar a situação do Agüinha. Contudo, é claro que se os rioclaristas continuarem com o coração apertado, manterei versos do poeta mas mudarei para os do gênero satírico, bem divertidos, do Boca do Inferno da Salvador do Século XVIII.
Abraços,

terça-feira, fevereiro 12, 2008

Terça é da verdade

Hoje a noite o Guaratinguetá irá ao Schimittão lá em Rio Claro. Dois times do interior nos cantos opostos da tabela tentarão se dar bem sobre o adversário em um jogo que tem tudo pra ser bem disputado.

Obviamente, torço pelo Agüinha vencedor.

Mas se rolar um empatezinho sofrido, já ficarei feliz.

Abraços,

domingo, fevereiro 10, 2008

-- Cuidado com o Agüinha, Rafael!

O Rio Claro Futebol Clube está na imerecida décima sétima posição no Paulistão 2008. O time de meu Avô está na zona de rebaixamento com 7 pontos em 7 jogos. Já o Santos está em 15o, com 8 pontos em 8 pontos.

Rafael, como você tem uma ligação com a Cidade Rio Claro, nem tudo está perdido neste Paulistão 2008.



Mas cair, acho que não cai não. Santos e Corinthians, na seqüência, é demais da conta.

Abraços,

E o Rafael, que viu o jogo, dá o seu ponto de vista:

Toda razão pra vc meu amigo, porém algumas considerações a respeito dos fatos:
- Num clássico de enorme contraste técnico e finaceiro, a vitória foi demasiadamente apertada.
- Kléber Pereira por duas vezes poderia ter feito o Morumbi corar de vegonha.
- Domingos é o rei do gol contra, tentou no primeiro tempo e no segundo, entregou o jogo...
- O peixe esboçou finalmente alguma melhora de qualidade, isto pra mim já foi a melhor notícia do mês...
- Enfim, para um confonto de tamanha distorção, considerando o atual momento dos clubes, ficou barato hein.

sábado, fevereiro 09, 2008

O mundo da bola nas bancas

No mês passado, a Senhora ex-namorada do Richarlyson venceu a sua timidez e se desnudou para as câmaras da Playboy brasileira.

Estava a navegar pela rede mundial de computadores quando me deparei com ela. Não é uma super gostosa. Mas vale a pena avaliar-lá. Se você quiser, pode tentar aqui.


Diria que o relacionamento, que já se findou, teve um começo bem fofo.

Já que estamos neste contexto, aqui vai outra que também encontrei por ai: Mônica Carvalho.

É impressionante o quanto de sacanagem se acha na net.

Abraços,

P.S. Caso os links acima não rolem, tente estes: Janeiro e Fevereiro

sexta-feira, fevereiro 08, 2008

O jogo da seleção ainda

Ao assistir àquele joguinho enroscado de quarta, escutava o locutor e comentaristas da rede bobo falarem que o quê eu via não era real. Diziam que a seleção estava bem, que estava no caminho certo e tals. Até ai nada de mais. Não faz o menor sentido esperar isenção de quem ganha muito dinheiro justamente da atenção que o produto que divulgam tem.

Mas ontem eu li meio por cima o Alberto Helena na mesma linha. Esse já é um cara que considero muito mais.

Apesar de terem entrando em campo um monte de jogadores que o São Paulo revelou para o futebol ou, pelo menos, para a Seleção, e dos craques de um dos melhores times montados no Brasil deste milênio, Diego e Robinho; não dá para jogar aquela bolinha contra a Irlanda. Imaginem o escândalo se o Botafogo não ganhar do Rio Branco do Acre no próximo dia 27! Seria, no mínimo, inesperado.

A associação que consegui fazer ao futebolzinho apresentado foi esta:

Pois, guardadas as proporções a seleção e a cantora inglesa já mostraram que têm talento e ambos vivem usando umas drogas. Acho que pode ser culpa daquelas perversas companhias.

Ultimamente, Amy Winehouse tem sido mais interessante que o futebol da seleção. Ela ganhou pontos quando negaram-lhe o visto para os E.E.U.U.

Fora o sobrenome cool, ela assume suas opções sem medo e com talento:

Abraços,

quinta-feira, fevereiro 07, 2008

Fim da meia-entrada não é a saída

O colunista do LANCE! Marcelo Damato gastou seu espaço no diário esportivo para defender o fim da meia-entrada.
Diz algumas coisas inapropriadas: 1 - "como se esse [ir ao estádio] fosse programa de estudante"; 2- "os bilheteiros vendem meia-entrada a quem não poderia comprá-la",3- "é preciso fixar um limite [para o número de ingressos com desconto]"; 4- "é preciso rediscutir se a sociedade quer continuar a pagar essa conta";5- "ninguém vai ao futebol para cuidar da mente ou do corpo"; 6- "não se pode confundir meia-entrada no futebol com (...) meia-entrada no teatro, de valor cultural".
Como o senhor jornalista deve utilizar a credencial de imprensa, deve ignorar como se passam as coisas no mundo real, naquele em que as pessoas compram ingressos.
Assim, uso suas afirmações para comentar/questionar abaixo.
1- Não entendi o propósito: estudante vai ao estádio. Em qualquer bilheteria, há um grupo de colegas de faculdade ou colégio que preferiram ficar na incômoda arquibancada a gastar duas horas numa poltrona acolchoada de um cinema;
2- Normalmente, enfrenta-se uma bela burocracia na compra de um ingresso de estudante: pedem documento com foto, vendem só uma entrada... Seja como for, a fraude deve ser combatida, não usada como desculpa.
3- Antes havia esse limite. O que acontecia é que nunca se conseguia comprar um ingresso dessa cota.
4- Dez reais para ser maltratado não é um preço justo?
5- Passar duas horas torcendo por seu time não ocupa a mente e o corpo?
6- Futebol é cultura, sim! Não é só "business", como querem pensar alguns.
É isso.

segunda-feira, fevereiro 04, 2008

Futebol universal

Em meu sossegado carnval de 2008, matutei um pouco sobre o porquê do futebolzinho nosso de cada dia seria o que é para muita gente. Algo que está no coração de tantas pessoas não pode ser só o ópio do povo, como muita gente falava e fala por ai. O google meu mostrou que há 35.700 indicações para a busca futebol ópio do povo. É, pra mim, com todo o respeito, incopreensível que alguém escreve algo como isto:

(...)deve haver uma justa medida entre o lazer e a vida ordinária. Quando o lazer (futebol) toma o centro da vida, desloca nossa atenção para fatores talvez não tão importantes, agindo como um entorpecente, que ameniza as dores da vida, criando um mundo paralelo alegrado artificialmente. Trecho do texto Futebol e Política - Ópio do povo.

Nessa toada, creio que muita gente, se fosse coerente, acreditaria que sexo é terrível, cervejinha com amigos, então, é obra do Adam Smith e, por fim, comemorar uma conquista de Copa do Mundo é o momento dos mais altos lucros pecaminosos de Wall Street.

Pra mim é tudo mais simples. O segundo mais famoso macedônio já dizia que o homem é um ser social. Quem quiser que vá argumentar com ele.


É simples e funciona:


Acho que seria um exagero colocar o futebol ao lado do a priori do Kant. Mas é quase isso, ou o mais perto que se conseguiu chegar desse conceito. Ou algo, tal como o futebol, colocaria todos os seres humanos juntos? Pode muito bem ser por isso que o futebol tem como potência máxima o Brasil. Qual canto do Mundo alguém de fora consegue se integrar tão rápido e bem quanto por aqui?


Não resisti e fui dar uma olhada no que há sobre Kant e Futebol na net também. Osvaldo, aluno do Direito da UFES, escreveu: Kant vai ao terceiro tempo. Basicamente, coloca que Para Kant, se todo os goleiros se adiantam, isso não constitui motivo para que o goleiro que deseja seguir a razão pura se adiantar também. Pode ser até ser, mas há que considerar a legitimidade da regra.

Achei outro texto interessante:

A moral e a ética do carrinho no futebol: uma visão histórica e atual
Além de reprovarem o carrinho com fundamentos filosóficos, o fizeram um histórico das vítimas fatais mais famosas dos carrinhos. Tem, dentre outros, o Cláudio Adão em 76 no Santos e o Nelsinho no Flamengo de 90.

Com apoio do sítio em que a Columbia University Orchestra difunde música clássica em mp3, fica uma tentativa minha de representar a universidade kantiana do futebol:

Abraços,

sexta-feira, fevereiro 01, 2008

Gambatubbies na Segundona

Faz alguns dias, recebi a foto-piadinha do Gambatubbies no meu correio eletrônico. Ponderei, quando vi, publico ou não aqui. Acho que sou um blogueiro alienado. Pensei que fosse só mais uma piadinha sacaneando os corinthianos.

É claro que enviei esta foto pros corinthianos que conheço. O enviado especial do Na Cal à Argentina me respondeu:

É muito mais fácil vc ter se lembrado do espelho!!!
Velho, estou indo pra Mendoza hoje. Chego lá amanha, sexta-feira. No sábado vai ter jogo de Boca Jrs. x River Plate, pelo Torneio de Verao, lá. Vamos ver se eu arrumo ingressos. Cobertura especial pro Nacal.


Mas hoje vejo, no Estadão.com, a seguinte notícia:

Corinthians vende(sic) camisa roxa com entrega só em abril



Será que os caras não têm um amigo!?

Sabe aquele cara que não puxa o saco e lhe conta o que realmente pensa. Mas como a cabeça do corinthiano é insondável em alguns recantos e a noção do ridículo dele é diversa, este uniforme fará, principalmente, a alegria dos torcedores dos outros times. Sinto como se os corinthianos estivesse me falando:

-- Pode me zoar, fique a vontade!



Abraços,