Diante da derrota na final, fiquei pensando no desastre que a Marta viveu. Não chegou a ser um Maracanazo, o fato é que a melhor jogadora da Copa do Mundo ficou mais perto do Mestre Ziza do que do Rei Pelé.
É curioso que a Alemanha campeã conquistou o Bi, da mesma forma que o Uruguay de 50, jogando com base na raça e na disciplina tática que é característica da mentalidade germânica.
De qualquer forma, creio que o nosso futebol arte tem um fôlego a mais na bola que as meninas jogam.
Não sei se é um conforto para a Marta, mas o Zizinho nunca foi esquecido. As palavras do Carlão demonstram:
Thomaz Soares da Silva, Zizinho, Meste Ziza foi mais um dos gênios que as lentes da televisão não registrou. Quem viu, viu. Quem não viu, leu, e se encanta igualmente.
O craque passou para o céu no dia 8 de fevereiro de 2002, infarto.
Assim, acho que não é um consolo. Só queria dizer que a Marta não será esquecida:
Abraços,
domingo, setembro 30, 2007
E a Marta ficou mais para Zizinho
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Kibe no Mercadante
O Kibeloco é uma das grandes estrelas da blogosfera brasileira.
Esta foto é só uma das outras abstenções que Astro do Fora Collor fez na montagem.

clique na foto para ver toda a figura
Será que a Excelência também não acreditaria que a MSI tenha algum desvio?
Sem mais,
Esta foto é só uma das outras abstenções que Astro do Fora Collor fez na montagem.

Será que a Excelência também não acreditaria que a MSI tenha algum desvio?
Sem mais,
sexta-feira, setembro 28, 2007
The Marta's show in China
Caro leitor, ontem eu escolhi não escrever sobre a goleada que a Seleção Brasileira aplicou na Estadunidense em plena Semifinal da Copa do Mundo. Isto porque leva um tempo até que os internautas coloquem um vídeo com os gols na rede mundial de computadores.
Pois, por mais que se acredite, acho que as imagens dos gols, dos dribes e das reações das jogadoras vale muito mais do que qualquer texto. Não dá para achar que um blogue é só um diário na net; links, imagens, sons e vídeos têm tanto, ou mais, valor quanto um simples texto escrito.
Acho que você, já que freqüenta o Na Cal, deve ser um apreciador informado do que rola no universo futebolístico. Por tanto, sabe que o futebol feminino é muito mais popular que o masculino lá na terra do Tio Sam.O que é o beisebol para os homens, o women's soccer é para as meninas.
A importância da vitória da Marta e cia. é tanta que a matéria Brazil Delivers U.S. a Stunning World Cup Exit foi a capa do encarte de esportes, por todo o dia de ontem, do principal jornal deles e, se bobear, do Mundo, o famoso The New York Times. Veja o começo da matéria:
It is difficult to imagine a more complete collapse than the one the United States suffered in a 4-0 defeat to Brazil on Thursday in the semifinals of the Women’s World Cup in China.
Uma traduçãozinha simplória começaria assim: É difícil imaginar um colapso mais completo ...
Na blogosfera:
Trata-se de um jogo histórico. Com esta frase, no Golblog Futebol Clube, o Daniel sintetizou perfeitamente a importância da peleja.
Amaral, em Os Bolonistas, coloca que Marta, simplesmente genial. Absurdamente genial. Um Pelé. O cara tá certíssimo.
Na mesma linha, no Blog Vermelho, com título MARTA SUPERSTAR.
O Farid coloca que a (CBF) finalmente anunciou, nesta quinta-feira, que está preparando uma versão feminina da Copa do Brasil.. A turma do Ricardo Teixeira tá perdendo dinheiro ao não realizarem este campeonato.
a atleta deste século?
Abraços,
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quinta-feira, setembro 27, 2007
Édipo Rei no Morumbi
Ontem o São Paulo Futebol Clube venceu o Boca Juniors no Morumbi e passou para a fase de Quartas de Final da Copa Sul Americana.Lá pelas 19 horas, já vi alguns carros cheios de torcedores sãopaulinos a ir pro Morumbi. Depois, ouvi o 1o tempo no rádio do MP3 e vi uns pedaços na Tevê. Contudo, mais do que o futebol bem jogado ou não, acho que o importante da partida é o simbolismo da vitória contra o temido time argentino.
No drama Édipo Rei, a ação da personagem central é construída de que o plano da ação individual e o desígnio dos Deuses se interagem, se confrontam e se misturam. A perfeição artística impede que o leitor tenha certeza se o parricídio e o incesto são responsabilidade individual ou divina.
Sófocles criou o indivíduo praticamente. Pelo menos, construiu uma obra em que ambos convivessem e o leitor escolhe quem é o responsável.
Ontem, os jogadores sãopaulinos venceram o destino. Indivíduos sobrepujaram o determinado pela cultura futebolística nossa. Ainda bem, não foi uma ação totalmente dramática, o final foi feliz. Muito diverso do que rolou com OIDIPOUS TYRANNOS (Édipo Rei). Mas, ao ver um compacto e relembrar os pedaços que ouvi e vi, não dá para negar a ajuda do além-humano.
Com a sorte, a fé ou o ocaso, de um lado, e o talento e a garra, de outro, o futebol é o belo, o dramático das massas.
Abraços,
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quarta-feira, setembro 26, 2007
A Lusa ganhou ontem e está de volta ao grupo dos que podem subir para a 1a divisão do Brasileirão em 2008.A Portuguesa ganhou do Vitória lá no Barradão por 3 a 2. Foi um jogo eletrizante:
Preto, da Lusa, abre o placar aos 23 do 1o Tempo; o Vitória vira com os gols de Chicão, aos 38 do 1o Tempo, e Joãozinho, aos 7 minutos do 2o Tempo; e, depois, só deu o time do Canindé, com Diogo, aos 16 do 2o Tempo, e Vaguinho, aos 35 da etapa final.
Sorte de que tem tevê por assinatura e pode ver vários jogos. Pois, o nível da Série A do Brasileirão não é muito mais do que o jogado na B. A grande diferença é que na Segundona ainda tem disputa.
Abraços,
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terça-feira, setembro 25, 2007
“Nosotras sí que somos fantásticas”
Certas coisas são óbvias, mas não tem como não documentá-las.
Acabei de me deparar com um destes fatos:

Clique aqui para ver em tamanho maior.
Vi esta notícia no comunidade Futebol Alternativo e em uma série de outros sítios desportivos.
Mas, originalmente, a foto faz parte de uma entrevista que as jogadoras deram à revista espanhola Interviu. Vale a pena dar uma lida! Aqui vai o lide:
Son camareras, recepcionistas, jardineras, maestras, ingenieras, empresarias, estudiantes o están en el paro, pero su pasión es el fútbol. Y pese a que sólo cobran 150 euros al mes y juegan en el equipo más humilde, son las líderes de la Superliga. Las jugadoras del madrileño Torrejón son diferentes.
O sítio do AD Torrejón CF cede várias jogadoras à seleção espanhola.
Também não dá pra deixar de notar que as jogadoras espanholas estão dentro da tradição que Sandro Botticelli imortalizou, com o seu quadro O Nascimento de Vênus, a posição da barreira no futebol feminino. Pelo jeito, a força de um clássico é incontornável.
Abraços,
Acabei de me deparar com um destes fatos:

Que beleza! Hehehe...
Vi esta notícia no comunidade Futebol Alternativo e em uma série de outros sítios desportivos.
Mas, originalmente, a foto faz parte de uma entrevista que as jogadoras deram à revista espanhola Interviu. Vale a pena dar uma lida! Aqui vai o lide:
Son camareras, recepcionistas, jardineras, maestras, ingenieras, empresarias, estudiantes o están en el paro, pero su pasión es el fútbol. Y pese a que sólo cobran 150 euros al mes y juegan en el equipo más humilde, son las líderes de la Superliga. Las jugadoras del madrileño Torrejón son diferentes.
Também não dá pra deixar de notar que as jogadoras espanholas estão dentro da tradição que Sandro Botticelli imortalizou, com o seu quadro O Nascimento de Vênus, a posição da barreira no futebol feminino. Pelo jeito, a força de um clássico é incontornável.
Abraços,
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O Nascimento de Vênus
segunda-feira, setembro 24, 2007
Timbu no Brasileirão 2008

A uma semana atrás, escrevi sobre El Rey de Recife, o centro-avante uruguaio Acosta do Náutico aqui no Na Cal. Apostei que o Timbu, o Náutico, sairia da zona de rebaixamento.
Ontem, no Clássico dos Clássicos pernambucanos, viu-se o interessante placar:
Clube Náutico Capibaribe 2 x 0 Sport Clube do Recife.
Não assisti ao jogo realizado no Aflitos ontem. Mas dei uma volta pela blogosfera e achei algumas informações interessantes.
Sport, incompetente, perde para o Náutico é o expressivo título que Mariana Maia, torcedora do derrotado, escolheu para iniciar o seu texto no Blog Toca do Leão. Ela coloca o que muitos colocaram por ai: quem entra para empatar.... Completo: perde mesmo! Ainda mais em clássico. No clássico paulistano, foi a mesma coisa com o técnico que disse que se demitira se perdesse.
No FuteBlog Pernambuco, o Frederico Lira retrata o ambiente pré-jogo no Recife: A cidade respira o clássico que pode ser decisivo para o futuro das duas equipes. Acho que foi decisivo mesmo. Agora tenho mais certeza que o Brasileirão 2008 terá jogos além das cidades usuais.
O torcedor do Náutico e advogado Milton Neto coloca, em seu Blog do Torcedor, mandou o belo texto Vendi vindi vinci. Mas o César romano teria dito Vendi, vidi, vinci. O N em questão muda tudo. Pois, seria uma piada do exército romano da fala de César. Vendi, vindi, vinci seria algo do gênero: vim, vi e sai correndo. A soldadesca latina falava a piada quando das batalhas em florestas, onde sua armas tecnologicamente superiores às dos bárbaros não eram usadas. Mas como os lingüístas falam que as línguas são vivas, até o morto latim não deve estar tão morto assim.
O Editor do Blog do Timba desceu o pau no Juiz da partida, Émerson Sobral. Colocou que Por culpa dele (o juizão), o jogo foi amarrado e feio, embora os dois times tenham por característica a velocidade. Qualquer esbarrão ou toque no adversário ele marcava falta. Imagine o cagaço que deve ser apitar um clássico lá em Recife ou em qualquer lugar do Brasil. Todos em um estado de tensão além do usual. Só árbitro bom deveria apitar este tipo de partida.
Assim, feliz da vida, aguardarei a queda de um time de massas e mais times de fora do eixo Rio-São Paulo no Brasileirão do ano que vem.
Abraços,
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sábado, setembro 22, 2007
Capa profética da Placar de 1971
Nem era nascido e uma velha ladainha já rolava no universo futebolístico brasileiro:

(clique na imagem para ver a original)
Não há como não documentar a chamada de capa da Revista Placar de Fevereiro de 1971:
Só é possível dizer à Gaviões e a todo o resto dos corinthianos:
Apesar de ser bem interessante, veio muito tarde, a campanha:

Muita gente terá de levar a mão à consciência com a comida de bola que deram ao não questionar a parceria lá no começo. Pois, se o Citadini e o Tuma Jr. denunciaram lá atrás toda esta bomba que explode agora, não há como se colocar como um inocente enganado. Não acho que que aquele Brasileirão tenha valido toda esta dor de cabeça.
Respeitos,

(clique na imagem para ver a original)
Não há como não documentar a chamada de capa da Revista Placar de Fevereiro de 1971:
Futebol
Corrupção
Mais provas dos escândalos do Cortinthians
Só é possível dizer à Gaviões e a todo o resto dos corinthianos:
A inês é morta!
Apesar de ser bem interessante, veio muito tarde, a campanha:

Muita gente terá de levar a mão à consciência com a comida de bola que deram ao não questionar a parceria lá no começo. Pois, se o Citadini e o Tuma Jr. denunciaram lá atrás toda esta bomba que explode agora, não há como se colocar como um inocente enganado. Não acho que que aquele Brasileirão tenha valido toda esta dor de cabeça.
Respeitos,
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sexta-feira, setembro 21, 2007
Túlio Maravilha pertinho do octingentésimo

É isto mesmo, ontem o ex-craque marcou o gol de número 799 de sua carreira no jogo Vila Nova-GO 4 vs. 2 Villa Nova-MG.
Série C ainda tem o seu valor, apesar do Agüinha não fazer mais parte dela.
Mas, infelizmente, Túlio Humberto Pereira da Costa, o famoso Maravilha, está machucado, segundo a matéria Grande desfalque! Túlio está fora de jogo do Vila Nova-GO, do sítio Futebol Interior (melhor cobertura da Série C).
Mais dia, menos dia, ele vai marcar o seu octingentésimo tento e o Na Cal homenagear-lo-á com a devida pompa e circunstância que, sem dúvida, merece.
Abraços,
Renan não fez a cabeça do Dualibi

Quem sabe o povo de Brasília perceba que se o Dualibi não aguentou, quem é o Presidente do Congresso, cargo muito menor que o de Presidente do Sport Club Corinthians Paulista.
Mas como falam por ai que a Cidade de São Paulo tomou o lugar do Rio de Janeiro como centro social, econômico e cultural do Brasil, pode ser que leve algum tempo para que a prática do Seu Alberto seja percebida e entendida completamente lá no Planalto Central.
Abraços,
quinta-feira, setembro 20, 2007
O jogo que não vi não foi tão mau
Ontem, fiquei numa aula pentelha de Lingüística ao invés de voltar para casa e assistir ao jogo Boca vs. SPFC. Foi a escolha correta, diante do futebol que me falaram que o Tricolor jogou. A certa altura da aula, que acabou às 22:40, escutei um trecho do jogo num discreto tocador de MP3. Mas desisti quando os argentinos marcaram o 1o gol.
Após o término da enfadonha aula, voltei ao radinho, mas desisti do jogo antes do 2o gol deles. Preferi escutar Noel Rosa (se procurar por ai, é capaz que ache toda a discografia deste Mestre da música).
Quando cheguei aqui em casa, vi na tevê que o Borges marcou um no finalzinho. Ficou 2 a 1, um resultado interessante.
O meu texto de ontem deu oportunidade a comentários que merecem destaque:
O Carlão, do Blog do Carlão, mandou que Os são-paulinos chegaram com discurso: "estamos priorizando o Brasileirão", "revanche é quando for pela Libertadores, não Sul-Americana". Os jogadores sãopaulinos querem a vitória, mas, se falarem a verdade, a imprensa cai de pau.
O santista Rafael entende que ummm....Senti nos últimos posts a volta de uma fase de presunção e vaidade bambística que havia desaparecido desde o início do ano, quando o tricolor sucumbiu no Paulista e na Libertadores prematuramente...será que teremos td novamente?? rs
Belo argumento! Respondo com uma tese que já coloquei aqui, no texto Fio da Mavalha Tricolor. Disse que o São Paulo Futebol Clube é um time de obreiros e não de craques. E, como todo bom técnico de sofá, dei a seguinte dica: O Muricy não pode deixar que os jogadores pensem que são bons de bola.
O Danilo, do Blog Pitacos do Bodaum, colocou que O São Paulo tomou um baile do Boca, a defesa não funcionou tomou dois gols de cabeça de Palermo que agora esta a 11 de ser tornar o maior artilheiro do Boca de todos os tempos! Se não fosse Rogerio Ceni teria sido chocolate!
Presumo que os caras tremeram, pra não quebrar a regra, lá em La Bamboneira. Ouvi algumas defesas pelo fone de ouvido. Toda hora falavam o nome do Rogério Ceni.
Já que não vi o jogo, gostaria de dividir com você uma explicação que um corinthiano me deu sobre os dois gols que o Tricolor tomou.
Segundo ele, rolou um boato, ontem a tarde, que o Betão, aquele do Timão, iria pro Morumbi. Só este boato foi suficiente para o São Paulo tomar dos dois.
Mas o Na Cal não se restringe à bola. Para os internautas todos, indico o sítio WWW.ARCHIVE.COM. Lá tem muito filme, show, música e livros em domínio público. Vários filmes antigos clássicos estão a sua disposição.
Por fim, preciso dividir com você o que fiz domingão passado. Fui ao Mercadão, aqui em São Paulo, comer o seu famoso sanduíche de mortadela. Esta iguaria é uma unanimidade aqui em São Paulo. Por exemplo, Cris e Patti acham que O lanche é lindo, mas, tem muita, muita, muita mortadela. Mas mesma linha, outro blogueiro, Trotta manda que O ponto alto, porém, são o famoso pastel de bacalhau e o sanduíche de mortadela, que já viraram referência nacional.
Eu me deliciei com este ai:

Com mussarela, tomate seco e alguns chopps, o pão com mortadela foi ótimo.
Abraços,
Após o término da enfadonha aula, voltei ao radinho, mas desisti do jogo antes do 2o gol deles. Preferi escutar Noel Rosa (se procurar por ai, é capaz que ache toda a discografia deste Mestre da música).
Quando cheguei aqui em casa, vi na tevê que o Borges marcou um no finalzinho. Ficou 2 a 1, um resultado interessante.
O meu texto de ontem deu oportunidade a comentários que merecem destaque:
O Carlão, do Blog do Carlão, mandou que Os são-paulinos chegaram com discurso: "estamos priorizando o Brasileirão", "revanche é quando for pela Libertadores, não Sul-Americana". Os jogadores sãopaulinos querem a vitória, mas, se falarem a verdade, a imprensa cai de pau.
O santista Rafael entende que ummm....Senti nos últimos posts a volta de uma fase de presunção e vaidade bambística que havia desaparecido desde o início do ano, quando o tricolor sucumbiu no Paulista e na Libertadores prematuramente...será que teremos td novamente?? rs
Belo argumento! Respondo com uma tese que já coloquei aqui, no texto Fio da Mavalha Tricolor. Disse que o São Paulo Futebol Clube é um time de obreiros e não de craques. E, como todo bom técnico de sofá, dei a seguinte dica: O Muricy não pode deixar que os jogadores pensem que são bons de bola.
O Danilo, do Blog Pitacos do Bodaum, colocou que O São Paulo tomou um baile do Boca, a defesa não funcionou tomou dois gols de cabeça de Palermo que agora esta a 11 de ser tornar o maior artilheiro do Boca de todos os tempos! Se não fosse Rogerio Ceni teria sido chocolate!
Presumo que os caras tremeram, pra não quebrar a regra, lá em La Bamboneira. Ouvi algumas defesas pelo fone de ouvido. Toda hora falavam o nome do Rogério Ceni.
Já que não vi o jogo, gostaria de dividir com você uma explicação que um corinthiano me deu sobre os dois gols que o Tricolor tomou.
Segundo ele, rolou um boato, ontem a tarde, que o Betão, aquele do Timão, iria pro Morumbi. Só este boato foi suficiente para o São Paulo tomar dos dois.
Mas o Na Cal não se restringe à bola. Para os internautas todos, indico o sítio WWW.ARCHIVE.COM. Lá tem muito filme, show, música e livros em domínio público. Vários filmes antigos clássicos estão a sua disposição.
Por fim, preciso dividir com você o que fiz domingão passado. Fui ao Mercadão, aqui em São Paulo, comer o seu famoso sanduíche de mortadela. Esta iguaria é uma unanimidade aqui em São Paulo. Por exemplo, Cris e Patti acham que O lanche é lindo, mas, tem muita, muita, muita mortadela. Mas mesma linha, outro blogueiro, Trotta manda que O ponto alto, porém, são o famoso pastel de bacalhau e o sanduíche de mortadela, que já viraram referência nacional.
Eu me deliciei com este ai:

Com mussarela, tomate seco e alguns chopps, o pão com mortadela foi ótimo.
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quarta-feira, setembro 19, 2007
Mira que Olé dice acerca de la pelea
Nesta noite teremos o melhor jogo do segundo semestre do lado de baixo da linha do equador. São Paulo Futebol Clube e Club Atlético Boca Juniors se enfrentarão hoje a noite lá em La Bombonera, ninguém está a jogar bola melhor que estes dois líderes de seus campeonatos nacionais. Adversário porteño e campo porteño me indicaram o jornal desportivo Olé como a melhor fonte de informações. O título da matéria dos hermanos já, como sempre, é ótimo. Veja:Choque de potencias
A lead segue o rítimo:

Boca y San Pablo, dos grandes del continente, se enfrentan en La Bombonera por los octavos de final de la Sudamericana. Ambos son punteros en sus respectivos torneos locales y esta noche van con todos sus titulares. Promesa de buen fútbol, entonces.
Lá na Argentina se lê muito mais do que aqui. Conseqüência, até o noticioso desportivo é bem melhor. O brasileiro Lance só contrata estagiários, coisa que não se deveria, para fazerem as matérias e alguns colunistas mais famosos. Quiçá, daqui uns 20 ou 30 anos, tenhamos leitores mais exigentes por aqui, o que obrigará quem quiser informar, por papel ou net, a contratar um pessoal qualificado.
Se o tricolor ganhar lá no mítico campo do Boca, voltará com uma moral do tamanho do medo que os brasileiros têm de jogar lá. Pois, aqui criou-se um falso mito que em La Bombonera é impossível ganhar deles. Digo aqui, mas quis dizer na cabeça da imprensa desportiva do Rio e São Paulo inventaram esta estória.
O Papão da Curuzu, Paysandu de Belém, já mostrou que é mistificação esta história toda sobre jogar lá naquele estádio. O Olé retratou bem esta falsa imagem, na minha opinião, com uma fala do Richarlyson Barbosa Felisbino: jugaremos en uno de los estadios más especiales del mundo por su historia y también por la rivalidad que existe entre los equipos de la Argentina y Brasil. Como aquele jornal é famoso por ter um senso de humor, desconfio um pouco do fato deles terem escolhido quem escolheram.Que o Tricolor ganhe! O medo que os outros times brasileiros terão ao enfrentar o líder do Brasileirão será um tanto considerável maior.
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terça-feira, setembro 18, 2007
"Se gritar pega ladrão, não fica um meu irmão..."
A cada dia que passa mais e mais vezes me deparo com manchetes que refletem o atual momento do meu time. "Escândalo no Corinthians", "Roubalheira no Timão", "Dualib pode ser preso", são títulos das reportagens que são noticiadas em sítios, jornais, programas televisivos e outros do gênero esportivo. Nesta hora, vale até lembrar aquele chavão que está ainda mais popular: "As páginas esportivas estão cada vez mais parecidas com um caderno policial".
Porém, não é somente o meu Corinthians que ilustra tal situação.
Sempre fui uma pessoa que adorou F-1. Ayrton Senna da Silva é, sem dúvida alguma, o meu maior ídolo esportivo - sim, ele deixa Marcelinho para trás. Porém, desde a sua morte, no dia 01/05/1994, essa prática já não possui o mesmo charme. Tudo bem. A aposentaria de Alain Prost e Nigel Mansell colaboraram. Michael Schumacher não teve grandes concorrentes. Mas, também é inquestionável a habilidade de Fernando Alonso, Louis Hamilton, Kimi Raikkonen e do próprio Felipe Massa. Entretanto, o grande ponto é que, nem a F-1, o esporte que mais mexe com dinheiro no mundo, e que por tal deveria ser o mais profissional; está se safando das falcatruas do mundo afora. A grave crise que ela atravessa, e pior, a resolução dada ao caso "fornecimento de dados sigilosos", entre Ferrari-McLaren foi mais do que ridícula. TODOS que acompanham as corridas, treinos, pré-temporada, sabiam quem era o culpado, o que a regra estipulava e a punição que deveria ser dada, mas nenhuma medida drástica foi tomada. A McLaren pagou uma alta multa e perdeu seus pontos no Campeonato de Construtores, vencido domingo pela rival Ferrari. E daí?
Daí que o interesse por esses dois esportes continuam inabaláveis. Veja a fortuna que a Globo paga pelos direitos televisivos. Ou o preço de camisas oficias dos times/escuderias. Ou ainda a forte presença desses dois esportes no ramo da comunicação.
O grande fato é que todos nós gostamos de ladrões. O futebol tem escândalos desde os primórdios. No Brasil, a Copa João Havelange é um bom exemplo. E a Copa de 78? Na Fórmula-1, a atitude de Jean-Marie Balestre em 89 e a de Senna em 90, são também bons exemplos.
Todavia é melhor parar por aqui, pois a credibilidade dos mesmos até foi abalada, mas por um breve período de tempo. À primeira vista, isso pode parecer ridículo. Fazem algo errado e a gente perdoa, sem mais nem menos, e fica como se nada tivesse acontecido.
Porém a mesma coisa acontece como a gente, pois também somos ladrões.
Quem nunca roubou umas moedinhas da carteira da mãe? Ou deixou a honestidade de lado e colocou alguns reais no bolso, provindos de um troco errado? Quem nunca mentiu em um xaveco? Alguns até falam em iate e haras. E olha eu. Escrevendo para o NaCal no meio do meu trampo.
É meus amigos. Já diria a música do filme Carandiru: "Se gritar pega ladrão, não fica um meu irmão. Se gritar pega ladrão, ah, não fica um". Nem a gente.
Porém, não é somente o meu Corinthians que ilustra tal situação.
Sempre fui uma pessoa que adorou F-1. Ayrton Senna da Silva é, sem dúvida alguma, o meu maior ídolo esportivo - sim, ele deixa Marcelinho para trás. Porém, desde a sua morte, no dia 01/05/1994, essa prática já não possui o mesmo charme. Tudo bem. A aposentaria de Alain Prost e Nigel Mansell colaboraram. Michael Schumacher não teve grandes concorrentes. Mas, também é inquestionável a habilidade de Fernando Alonso, Louis Hamilton, Kimi Raikkonen e do próprio Felipe Massa. Entretanto, o grande ponto é que, nem a F-1, o esporte que mais mexe com dinheiro no mundo, e que por tal deveria ser o mais profissional; está se safando das falcatruas do mundo afora. A grave crise que ela atravessa, e pior, a resolução dada ao caso "fornecimento de dados sigilosos", entre Ferrari-McLaren foi mais do que ridícula. TODOS que acompanham as corridas, treinos, pré-temporada, sabiam quem era o culpado, o que a regra estipulava e a punição que deveria ser dada, mas nenhuma medida drástica foi tomada. A McLaren pagou uma alta multa e perdeu seus pontos no Campeonato de Construtores, vencido domingo pela rival Ferrari. E daí?
Daí que o interesse por esses dois esportes continuam inabaláveis. Veja a fortuna que a Globo paga pelos direitos televisivos. Ou o preço de camisas oficias dos times/escuderias. Ou ainda a forte presença desses dois esportes no ramo da comunicação.
O grande fato é que todos nós gostamos de ladrões. O futebol tem escândalos desde os primórdios. No Brasil, a Copa João Havelange é um bom exemplo. E a Copa de 78? Na Fórmula-1, a atitude de Jean-Marie Balestre em 89 e a de Senna em 90, são também bons exemplos.
Todavia é melhor parar por aqui, pois a credibilidade dos mesmos até foi abalada, mas por um breve período de tempo. À primeira vista, isso pode parecer ridículo. Fazem algo errado e a gente perdoa, sem mais nem menos, e fica como se nada tivesse acontecido.
Porém a mesma coisa acontece como a gente, pois também somos ladrões.
Quem nunca roubou umas moedinhas da carteira da mãe? Ou deixou a honestidade de lado e colocou alguns reais no bolso, provindos de um troco errado? Quem nunca mentiu em um xaveco? Alguns até falam em iate e haras. E olha eu. Escrevendo para o NaCal no meio do meu trampo.
É meus amigos. Já diria a música do filme Carandiru: "Se gritar pega ladrão, não fica um meu irmão. Se gritar pega ladrão, ah, não fica um". Nem a gente.
And the Oscar goes to Curintiá!!!
A puta roubada que a turma do Dualibi colocou o Sport Club Corinthians não caiu do céu, não veio do nada.
Foi o clímax de uma história além-genial. Cervantes, Coppola, Veríssimo e tantos outros gênios das artes não teriam capacidade de criar algo tão bem feito.

Creio o grande artista da obra, premiada com o Óscar de Bem Melhor do que Tudo o Resto, é a massa corinthiana. Foram anos e anos de uma intensa e profícua programação neuro-lingüística coletiva. Nem os 23 anos na fila foram capazes colocar um ponto final na história deste time.
Veja como um corinthiano se coloca diante da situação:
Já são 97 anos de uma história linda, cheia de títulos e glórias, mas sem dúvida Corinthians, muito mais do que qualquer simples troféu que você já conquistou, você nos dá muito mais do que isso, nos dá alegria, nos dá esperança, nos dá um algo mais que nos faz acordar todo dia de manhã e ter orgulho de dizer, eu sou Corinthiano.
Parabéns Corinthians, acima de tudo e de todos, você é a nossa vida.
(Trecho do texto A paixão e seus mistérios, publicado no Portal Corinthians por ocasião dos 97 anos do Clube)
É uma bola de neve! O Corinthians se mete em rolos que os torcedores, masoquistamente, torcem com mais intensidade.
O SPFC, por exemplo, não merece Óscar. A história tricolor não tem desafios colossais. No Morumbi, tudo é planejado e as conquistas são uma decorrência natural de um trabalho sério. Não há um inimigo interno a ser vencido. Só há adversários exteriores que não colocam em risco a sua própria existência.
A lista de filmes que ganharam o Óscar de Melhor Filme está cheia de dramas de toda ordem. Sempre é a história de uma heroína ou um herói que supera uma adversidade impressionante. Ou, pelo menos, tenta superar a força que lhe separa de seu objetivo.
Não sou bom com filmes, mas só fui achar um comédia aventuresca de verdade, Golpe de Mestre, lá em 74 nesta lista.
Os filmes de Holywood, todos, estão muito longe de tudo que se passa lá nas arquibancadas do Pancãembu. o grito semi-musicado corinthiano, maloqueiro, sofredor é algo além de um complexo de édipo qualquer.
Vitórias como as dos Santos de Pelé e o de Robinho não têm graça. Só após muito drama é que uma conquista é verdadeiramente corinthiana. Talvez, a nação creia no ditado: o que vem fácil, vai fácil! É, sem dúvida, uma necessidade incontornável por dor. Ou, pelo menos, por alguma respeitável confusão.
Pode ser que a fixação dos corinthianos por sofrimento, frustração, tenha moldado os seus times. Mesmos os times vencedores, pelo menos dos anos 70 pra cá, sempre tinham figuras controvertidas como craques. Basílio nem craque era. Sócrates era craque mas não conseguiu muito fora do Parque São Jorge, o Neto deve o título ao Tupãzinho, o Marcelinho Carioca nem precisa falar e o Tevez-MSI também. Estes dois últimos representam bem os outros de suas épocas. Do Rincon nem é preciso falar nada, as acusações já pesam sobre o cara. Até o praticante do bom-moçismo que foi campeão mas não craque, Ricardinho, parece estar enrolado atualmente.
Assim, creio que há uma incompatibilidade entre o ambiente corinthiano e o da seleção brasileira que faz com que os jogadores da Fazendinha não se adaptem à Granja Comari. Um é sempre o favorito, sempre por cima da carne seca. O outro sempre envolvido em algum drama gigantesco. Pode ser que o maior artista do século em que nasci tenha conseguido chegar perto da epopéia corinthiana. Pois, o Carlitos, a personagem, era elegante, popular, sofredor, charmoso e, sobre tudo, digno. O ato de ser corinthiano é um espaço social de conquista da dignidade diante dos que têm mais e não há como negar que não falta charme ao time das massas. Pelo dentro do padrão deste mundo paralelo.
Gostaria que a atual fase corinthiana fosse o último destes clímax além-gênio pelo qual o time tristemente passa de quando em quando. Estou com um certo receio que o Brasileirão por pontos corridos vá tirar o equilíbrio que sempre houve. Parece-me que um grupo formará uma elite no nosso futebol. Do mesmo jeito que acontece na F-1 ou nos campeonatos europeus. Pois, seria triste não tê-los para tirar um sarrinho de suas caras.
Abraços,
Foi o clímax de uma história além-genial. Cervantes, Coppola, Veríssimo e tantos outros gênios das artes não teriam capacidade de criar algo tão bem feito.

Creio o grande artista da obra, premiada com o Óscar de Bem Melhor do que Tudo o Resto, é a massa corinthiana. Foram anos e anos de uma intensa e profícua programação neuro-lingüística coletiva. Nem os 23 anos na fila foram capazes colocar um ponto final na história deste time.
Veja como um corinthiano se coloca diante da situação:
Já são 97 anos de uma história linda, cheia de títulos e glórias, mas sem dúvida Corinthians, muito mais do que qualquer simples troféu que você já conquistou, você nos dá muito mais do que isso, nos dá alegria, nos dá esperança, nos dá um algo mais que nos faz acordar todo dia de manhã e ter orgulho de dizer, eu sou Corinthiano.
Parabéns Corinthians, acima de tudo e de todos, você é a nossa vida.
(Trecho do texto A paixão e seus mistérios, publicado no Portal Corinthians por ocasião dos 97 anos do Clube)
É uma bola de neve! O Corinthians se mete em rolos que os torcedores, masoquistamente, torcem com mais intensidade.
O SPFC, por exemplo, não merece Óscar. A história tricolor não tem desafios colossais. No Morumbi, tudo é planejado e as conquistas são uma decorrência natural de um trabalho sério. Não há um inimigo interno a ser vencido. Só há adversários exteriores que não colocam em risco a sua própria existência.
A lista de filmes que ganharam o Óscar de Melhor Filme está cheia de dramas de toda ordem. Sempre é a história de uma heroína ou um herói que supera uma adversidade impressionante. Ou, pelo menos, tenta superar a força que lhe separa de seu objetivo.
Não sou bom com filmes, mas só fui achar um comédia aventuresca de verdade, Golpe de Mestre, lá em 74 nesta lista.
Os filmes de Holywood, todos, estão muito longe de tudo que se passa lá nas arquibancadas do Pancãembu. o grito semi-musicado corinthiano, maloqueiro, sofredor é algo além de um complexo de édipo qualquer.
Vitórias como as dos Santos de Pelé e o de Robinho não têm graça. Só após muito drama é que uma conquista é verdadeiramente corinthiana. Talvez, a nação creia no ditado: o que vem fácil, vai fácil! É, sem dúvida, uma necessidade incontornável por dor. Ou, pelo menos, por alguma respeitável confusão.
Pode ser que a fixação dos corinthianos por sofrimento, frustração, tenha moldado os seus times. Mesmos os times vencedores, pelo menos dos anos 70 pra cá, sempre tinham figuras controvertidas como craques. Basílio nem craque era. Sócrates era craque mas não conseguiu muito fora do Parque São Jorge, o Neto deve o título ao Tupãzinho, o Marcelinho Carioca nem precisa falar e o Tevez-MSI também. Estes dois últimos representam bem os outros de suas épocas. Do Rincon nem é preciso falar nada, as acusações já pesam sobre o cara. Até o praticante do bom-moçismo que foi campeão mas não craque, Ricardinho, parece estar enrolado atualmente.
Gostaria que a atual fase corinthiana fosse o último destes clímax além-gênio pelo qual o time tristemente passa de quando em quando. Estou com um certo receio que o Brasileirão por pontos corridos vá tirar o equilíbrio que sempre houve. Parece-me que um grupo formará uma elite no nosso futebol. Do mesmo jeito que acontece na F-1 ou nos campeonatos europeus. Pois, seria triste não tê-los para tirar um sarrinho de suas caras.
Abraços,
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segunda-feira, setembro 17, 2007
El Rey de Recife

No longínquo dia 30 de Agosto, o Clube Náutico Capibaribe perdia a sua última partida. Desde então, nada mais de derrotas. Vieram os seguintes resultados:
2/9 - Domingo - Náutico 1 x 1 Internacional
6/9 - Quinta-feira - Paraná 2 x 4 Náutico
9/9 - Domingo - Náutico 4 x 1 Botafogo
15/9 - Sábado - Goiás 0 x 3 Náutico
São dez pontinhos que tiraram o time da Veneza do Sul da companhia do América - RN no caminho certo para a segundona no ano que vem. Veja esta tabela ao lado. O Náutico não alcança o Inter. Mas se o Colorado bobear nos dois próximos jogos, poderia ocupar a incômoda 16a posição.Assim, se o ex-Peñarol, o Acosta, continuar encantar, o Náutico não vai cair. O futebol fora do Sul Maravilha precisa decolar.
Sei que não é provável que o Timbu, o Náutico, mantenha o mesmo rítimo. Mas, mesmo assim, que tenha uma produtividade pela metade, sairia da zona de rebaixamento. É só aguardar pra ver.
Fica a homenagem ao craque uruguáio-recifense.
Abraços,
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domingo, setembro 16, 2007
Jogão em Minas
O clássico mineiro foi muito bom de assistir.
Pena que Sua Senhoria era muito ruim.
A Raposa ganhava de 2 a 0 com apenas vinte minutos de jogo. Parecia uma nova goleada.
Mas o Galo respondeu e por alguns minutos deixou o São Paulo como 12 pontos de vantagem. Mas o goleiro atleticano não estava muito seguro: tomou um gol de longe e deu um rebote para o meio da área. 4 a 3.
Muito se comentará sobre o lance de Kerlon. Coelho realmente foi um destemperado. Muitos dirão que Kerlon ia em direção ao gol e apenas usou um recurso técnico. Fica a dúvida se ele usaria o mesmo expediente com o placar adverso.
De qualquer forma, o clássico serviu para duas coisas: manter as esperanças celestes e botar o Galo em alerta.
Se vacilar, o Alvinegro pode retornar à Série B e deixar sua vaga com o Ipatinga.
Pena que Sua Senhoria era muito ruim.
A Raposa ganhava de 2 a 0 com apenas vinte minutos de jogo. Parecia uma nova goleada.
Mas o Galo respondeu e por alguns minutos deixou o São Paulo como 12 pontos de vantagem. Mas o goleiro atleticano não estava muito seguro: tomou um gol de longe e deu um rebote para o meio da área. 4 a 3.
Muito se comentará sobre o lance de Kerlon. Coelho realmente foi um destemperado. Muitos dirão que Kerlon ia em direção ao gol e apenas usou um recurso técnico. Fica a dúvida se ele usaria o mesmo expediente com o placar adverso.
De qualquer forma, o clássico serviu para duas coisas: manter as esperanças celestes e botar o Galo em alerta.
Se vacilar, o Alvinegro pode retornar à Série B e deixar sua vaga com o Ipatinga.
sábado, setembro 15, 2007
Querido Papai Noel
De: Rafael Mendonça
Para: Papai Noel
Não sou nenhuma criança e tão pouco estamos no mês de dezembro. Mas achei que você deveria saber o que anda acontecendo aqui no Brasil. Sei que você tem que estar em todo lugar e deve estar muito ocupado com a produção dos brinquedos, mas não sei mais a quem recorrer e acho que sua bondade e sua mística podem me ajudar em um momento desses.
É incrível, mas tudo o que eu aprendi quando criança está indo por água abaixo. Sempre fui um bom menino, pregava a honestidade, dava valor à amizade, essas coisas básicas para se merecer um presente no final do ano. Presente que sempre vinha em forma material.
Aos poucos fui crescendo, um processo natural da vida, mas para quê? Comecei a enxergar um planeta sujo, corrupto, e desonesto. Guerras pelo mundo inteiro, brigas pelo poder, pessoas fazendo de tudo por dinheiro, bons tempos aqueles em que apenas um carrinho puxado por um barbante me fazia feliz.
Com o tempo fui criando paixões, ídolos. Sorte a minha nascer no Brasil, ter um Senna e um Guga para alegrar minhas manhãs de domingo, sofrer durante anos com o Santos para ser recompensado de forma tão prazerosa. Agradeço muito o fato de ser apaixonado por esporte e viver emoções tão intensas.
Mas venho escrever essa carta, não sei se você conseguiu acompanhar, mas a situação por aqui está caótica. Crimes de todas as formas não param de acontecer; policiais sendo mortos, situação lastimável nos aeroportos, criminosos soltos pela rua, e pior do que isso, as próprias pessoas que a gente colocou no poder não vem fazendo o seu papel, por sinal roubam dinheiro do próprio povo.
Essa semana foi muito sofrida. Foi um tapa na cara de todos nós. Quanta coisa que a gente descobre e nada é feito. Quem está no poder parece que vai continuar por lá mesmo roubando.
Com a situação política do jeito que está, a válvula de escape acaba sendo o futebol e a paixão que temos por nossos clubes. Mas não é que a situação também beira o caos. Temos o Corinthians, um dos clubes de maior torcida do Brasil em uma situação lamentável. Parece que o torcedor nasceu para sofrer. Quantas pessoas que gastam o pouco do seu salário para assistir a um jogo de futebol e acabam sendo enganados por esses escroques que estão no poder. Um bolo de dinheiro é roubado. Uma parceria que era para elevar o clube na condição de potência internacional, está o deixando na beira da falência. O pior, já foram provados os culpados e eles continuam soltos e cheios da grana. O torcedor corintiano não merece esse sofrimento. E nós, como brasileiros temos que apóia-los nessa hora. A situação não está fácil para ninguém e não podemos estimular criminosos.
Quando criança, aprendi a não desejar o mal aos outros, por mais que se tratasse de um inimigo. O Corinthians já me fez chorar muito, mas agora estamos de mãos dadas na luta por um futuro melhor para os clubes e se der, para o país inteiro.
Não vou escrever a carta pedindo a prisão desse, ou daquele. Sei que você tem muitas coisas para resolver. Só peço que dê um pouco de coragem para aqueles que estão no poder, que esses venham a público se retratar, assumir seus erros e passar o bastão para alguém que tenha um mínimo de dignidade.
Sei que a situação não se resolve assim do dia para a noite, mas não custa nada acreditar em Papai Noel, um pouco de fantasia não faz mal a ninguém e como brasileiro, não vou desistir assim tão fácil de tentar melhorar o país.
Para: Papai Noel
Não sou nenhuma criança e tão pouco estamos no mês de dezembro. Mas achei que você deveria saber o que anda acontecendo aqui no Brasil. Sei que você tem que estar em todo lugar e deve estar muito ocupado com a produção dos brinquedos, mas não sei mais a quem recorrer e acho que sua bondade e sua mística podem me ajudar em um momento desses.É incrível, mas tudo o que eu aprendi quando criança está indo por água abaixo. Sempre fui um bom menino, pregava a honestidade, dava valor à amizade, essas coisas básicas para se merecer um presente no final do ano. Presente que sempre vinha em forma material.
Aos poucos fui crescendo, um processo natural da vida, mas para quê? Comecei a enxergar um planeta sujo, corrupto, e desonesto. Guerras pelo mundo inteiro, brigas pelo poder, pessoas fazendo de tudo por dinheiro, bons tempos aqueles em que apenas um carrinho puxado por um barbante me fazia feliz.
Com o tempo fui criando paixões, ídolos. Sorte a minha nascer no Brasil, ter um Senna e um Guga para alegrar minhas manhãs de domingo, sofrer durante anos com o Santos para ser recompensado de forma tão prazerosa. Agradeço muito o fato de ser apaixonado por esporte e viver emoções tão intensas.Mas venho escrever essa carta, não sei se você conseguiu acompanhar, mas a situação por aqui está caótica. Crimes de todas as formas não param de acontecer; policiais sendo mortos, situação lastimável nos aeroportos, criminosos soltos pela rua, e pior do que isso, as próprias pessoas que a gente colocou no poder não vem fazendo o seu papel, por sinal roubam dinheiro do próprio povo.
Essa semana foi muito sofrida. Foi um tapa na cara de todos nós. Quanta coisa que a gente descobre e nada é feito. Quem está no poder parece que vai continuar por lá mesmo roubando.
Com a situação política do jeito que está, a válvula de escape acaba sendo o futebol e a paixão que temos por nossos clubes. Mas não é que a situação também beira o caos. Temos o Corinthians, um dos clubes de maior torcida do Brasil em uma situação lamentável. Parece que o torcedor nasceu para sofrer. Quantas pessoas que gastam o pouco do seu salário para assistir a um jogo de futebol e acabam sendo enganados por esses escroques que estão no poder. Um bolo de dinheiro é roubado. Uma parceria que era para elevar o clube na condição de potência internacional, está o deixando na beira da falência. O pior, já foram provados os culpados e eles continuam soltos e cheios da grana. O torcedor corintiano não merece esse sofrimento. E nós, como brasileiros temos que apóia-los nessa hora. A situação não está fácil para ninguém e não podemos estimular criminosos.
Quando criança, aprendi a não desejar o mal aos outros, por mais que se tratasse de um inimigo. O Corinthians já me fez chorar muito, mas agora estamos de mãos dadas na luta por um futuro melhor para os clubes e se der, para o país inteiro.
Não vou escrever a carta pedindo a prisão desse, ou daquele. Sei que você tem muitas coisas para resolver. Só peço que dê um pouco de coragem para aqueles que estão no poder, que esses venham a público se retratar, assumir seus erros e passar o bastão para alguém que tenha um mínimo de dignidade.
Sei que a situação não se resolve assim do dia para a noite, mas não custa nada acreditar em Papai Noel, um pouco de fantasia não faz mal a ninguém e como brasileiro, não vou desistir assim tão fácil de tentar melhorar o país.
sexta-feira, setembro 14, 2007
Mais um lista de inglês
Dessa vez, foi no Times (timesonline.co.uk). A lista é a de grande "managers". Eles não escolheram os "head coaches", mas os gerentes. Afinal, lá o futebol é negócio há mais tempo.
Numa época de politicamente correto, os ingleses tentam, mas não conseguem. Dizem tentar não se centrar em técnicos ingleses. Mas lá estão ingleses, escoceses e estrangeiros da Premier League. Ainda se lamentam por, nestes dias, terem de contratar gente de fora.
A lista tem gente boa. Michels e Guttman; Wenger e Telê.
Mas alguém pode me explicar o que Zagallo faz ali?
Numa época de politicamente correto, os ingleses tentam, mas não conseguem. Dizem tentar não se centrar em técnicos ingleses. Mas lá estão ingleses, escoceses e estrangeiros da Premier League. Ainda se lamentam por, nestes dias, terem de contratar gente de fora.
A lista tem gente boa. Michels e Guttman; Wenger e Telê.
Mas alguém pode me explicar o que Zagallo faz ali?
O Carlos Alberto foi pego pela PF
Parece que o ex-craque Carlos Alberto não sabe escolher bem as mulheres com quem anda.
Quem não ficou sabendo do imbróglio que o ex-craque corinthiano se meteu, vale a pena ver à matéria global sobre o tema.
Em resumo, o cara tem ou tinha uma conta na Suiça que, parece, não declarou à Receita Federal. Uma ex dele foi pega por um grampo da polícia federal denunciando a si mesma e ao craque em vários crimes.
Pois é senhor leitor do Na Cal, nem o futebol ou o trânsito brasileiro é honesto com deveria sê-lo.
Portanto, há muito trabalho pela frente. Nada se auto-limpa em função de sua própria consciência. Milagres só nas religiões.
A balança futebol vs. política teria desequilibrado novamente. Mas eu ouvi algo interessante de meu pai.

Ele me disse que se o o fantamasgórico Renan fosse cassado, haveria uma sensação de justiçamento no Brasil. As contas poderiam ser apresentadas como acertadas. Teria-se a impressão que tudo estaria limpo e que o lado ruim estaria vencido.
Teria-se uma falsa impressão espalhada sobre o Brasil -- a ética teria prevalecido. Mas, ainda bem, esta falseta não prosperou. Renan não é o único.
Abraços,
Quem não ficou sabendo do imbróglio que o ex-craque corinthiano se meteu, vale a pena ver à matéria global sobre o tema.
Em resumo, o cara tem ou tinha uma conta na Suiça que, parece, não declarou à Receita Federal. Uma ex dele foi pega por um grampo da polícia federal denunciando a si mesma e ao craque em vários crimes.
Pois é senhor leitor do Na Cal, nem o futebol ou o trânsito brasileiro é honesto com deveria sê-lo.
Portanto, há muito trabalho pela frente. Nada se auto-limpa em função de sua própria consciência. Milagres só nas religiões.
A balança futebol vs. política teria desequilibrado novamente. Mas eu ouvi algo interessante de meu pai.

Ele me disse que se o o fantamasgórico Renan fosse cassado, haveria uma sensação de justiçamento no Brasil. As contas poderiam ser apresentadas como acertadas. Teria-se a impressão que tudo estaria limpo e que o lado ruim estaria vencido.
Teria-se uma falsa impressão espalhada sobre o Brasil -- a ética teria prevalecido. Mas, ainda bem, esta falseta não prosperou. Renan não é o único.
Abraços,
quinta-feira, setembro 13, 2007
O Brasil é um país equilibrado
Ontem, fiquei com a nítida impressão que não sairemos da periferia do Mundo. Mais cinco séculos como colônia é pouco pelo jeitão da coisa. A diferença é que agora não dá para jogar a culpa lá nos lusitanos.
No domingão, a seleção foi péssima.
Ontem, o Congresso Nacional, o Senado Federal, a Presidência da República, o PT e, especialmente, o Senador Aloísio Mercadante foram vitoriosos ao construirem o pior momento da história senatorial brazuca. O Mercadante ficou conhecido como uma das estrelas petistas nas CPIs que levaram ao Fora Collor. Agora, se esconde atrás de um papo-furado jurídico absurdo. A Excelência, justificando seu voto como abstenção, diz:
-- (...)não há um processo conclusivo de apuração das denúncias.
Agora é só quando pegam um poderoso com a arma do crime na sua mão é que ele é criminoso?
E tem outra! Uma coisa é provar que alguém é criminoso, que cometeu os crimes lá do Código Penal. Processo que pode implicar em cadeia. Bem diferente é julgar se um Senador violou ou não o decoro parlamentar. Quem está lá em cima, no Senado, deveria ser exemplar, ter um currículo sem nenhuma mancha.
Mas, diante deste inferno político-institucional por qual passa a República Federativa do Brasil, Dunga, Kaká, Ronaldinho Gaúcho e cia. resgataram o orgulho nacional.
Sei que quando se está carente, os padrões caem. Mas, mesmo assim, não nos resta muito além do que Robinho, Ronaldinho Gaúcho e Kaká fazem pelo Brasil.
A desesperança é pior do que uma crise. Se houver aquela gota de confiança num futuro melhor se vence qualquer dificuldade.
Abraços futebolísticos,
No domingão, a seleção foi péssima.
Ontem, o Congresso Nacional, o Senado Federal, a Presidência da República, o PT e, especialmente, o Senador Aloísio Mercadante foram vitoriosos ao construirem o pior momento da história senatorial brazuca. O Mercadante ficou conhecido como uma das estrelas petistas nas CPIs que levaram ao Fora Collor. Agora, se esconde atrás de um papo-furado jurídico absurdo. A Excelência, justificando seu voto como abstenção, diz:
-- (...)não há um processo conclusivo de apuração das denúncias.
Agora é só quando pegam um poderoso com a arma do crime na sua mão é que ele é criminoso?
E tem outra! Uma coisa é provar que alguém é criminoso, que cometeu os crimes lá do Código Penal. Processo que pode implicar em cadeia. Bem diferente é julgar se um Senador violou ou não o decoro parlamentar. Quem está lá em cima, no Senado, deveria ser exemplar, ter um currículo sem nenhuma mancha.
Mas, diante deste inferno político-institucional por qual passa a República Federativa do Brasil, Dunga, Kaká, Ronaldinho Gaúcho e cia. resgataram o orgulho nacional.
Sei que quando se está carente, os padrões caem. Mas, mesmo assim, não nos resta muito além do que Robinho, Ronaldinho Gaúcho e Kaká fazem pelo Brasil.
A desesperança é pior do que uma crise. Se houver aquela gota de confiança num futuro melhor se vence qualquer dificuldade.
Abraços futebolísticos,
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Inter na briga pela Libertadores
O jogo de ontem serviu para fixar a vantagem do ponteiro em nove pontos.
Porém, mais do que isso, serviu para acirrar a briga pela Libertadores.
Nas próximas três rodadas, haverá confrontos envolvendo os postulantes: Cruzeiro e Grêmio enfrentam seus maiores rivais; Vasco pega Raposa e Peixe; Santos tem o San-São, Grêmio, Vasco e Cruzeiro.
Não será estranho se o Inter aparecer rondando a Libertadores na trigésima rodada.
Porém, mais do que isso, serviu para acirrar a briga pela Libertadores.
Nas próximas três rodadas, haverá confrontos envolvendo os postulantes: Cruzeiro e Grêmio enfrentam seus maiores rivais; Vasco pega Raposa e Peixe; Santos tem o San-São, Grêmio, Vasco e Cruzeiro.
Não será estranho se o Inter aparecer rondando a Libertadores na trigésima rodada.
quarta-feira, setembro 12, 2007
Mulher, futebol e cerveja
Toda terça-feira é dia de futebol com amigos e amigos dos amigos. Mas ontem foi especial. Algumas pessoas têm carisma e outras não. Eu sou amigo de um que tem e usa a sua simpatia para organizar um futebolzinho toda terça.
Jogar futebol é algo prosaico pelo Brasilzão a fora. Mas na cidade de São Paulo não o é. Aqui é complicado. Pois, nunca é fácil arranjar uma quadra perto e amigos que morem perto dela. Sempre tem um que mora lá longe, outro que tem que sair com a namorada ou com sei lá quem. É o desafio da cidade grande. Aqui não rola aquela peladinha que o povo joga e volta pra casa de magrela.
Ontem, além do futebolzinho tradicional, rolou um churrasquinho e umas cervejitas. Portanto, rolou muito bate papo. Teve vários corinthianos que não tiveram a coragem de falar que o time de seus corações vai para a Libertadores, mas se atreveram a falar que seria campeão do segundo turno do Brasileirão. Os torcedores deste time são uma espécie rara que adora falar disparates.
Rolou, também, conversas sobre o outro sexo. Algumas impublicáveis.
Não sei se algum dia o Brasil será um potência dominante, mas, com certeza, já tem um povo que sabe se divertir até quando mora na dificultosa São Paulo.
Abraços,
Jogar futebol é algo prosaico pelo Brasilzão a fora. Mas na cidade de São Paulo não o é. Aqui é complicado. Pois, nunca é fácil arranjar uma quadra perto e amigos que morem perto dela. Sempre tem um que mora lá longe, outro que tem que sair com a namorada ou com sei lá quem. É o desafio da cidade grande. Aqui não rola aquela peladinha que o povo joga e volta pra casa de magrela.
Ontem, além do futebolzinho tradicional, rolou um churrasquinho e umas cervejitas. Portanto, rolou muito bate papo. Teve vários corinthianos que não tiveram a coragem de falar que o time de seus corações vai para a Libertadores, mas se atreveram a falar que seria campeão do segundo turno do Brasileirão. Os torcedores deste time são uma espécie rara que adora falar disparates.
Rolou, também, conversas sobre o outro sexo. Algumas impublicáveis.
Não sei se algum dia o Brasil será um potência dominante, mas, com certeza, já tem um povo que sabe se divertir até quando mora na dificultosa São Paulo.
Abraços,
terça-feira, setembro 11, 2007
Fio da Mavalha Tricolor
Ontem, ao escrever sobre o lado futebolístico do feriadão, percebi que o segredo do São Paulo Futebol Clube é não ter um Kaká em campo. Não planejo os meus textos como o Márcio costuma fazê-lo com os dele. Aliás, esta é uma das grandes diferenças entre ele, escritor, e eu, um simples escrevinhador. Se também gostar de literatura, dê uma olhada no talento literário do rapaz: Sem Cesura.
De volta ao gramado, a fórmula tricolor é ser obreiro e ter um pouco de sorte. Lá no Mundial de 2006 já dava pra ver este quadro: gol do volante, retranca forte e com sorte e tem o craque no goleiro-artilheiro.
Goleiro-artilheiro pode ser a fórmula que o futebol brasileiro conseguiu para manter a sua identidade. Quando era pequeno, via aos gols de falta do Zico. Já era meio-gol. Hoje, o 10 que faz isto joga lá fora a muito tempo. Só com um goleiro, o nosso futebol-arte conseguiu manter este tipo de talento em terras brasileiras. É a luta pela darwiniana sobrevivência pura e simplesmente.
Pois, quanto mais jovem se sai de uma cultura para viver em outra, menos se guarda da terra natal e mais se usa dos costumes do local que recebe. Com o futebol não há nada para ser diverso. Mas, por mais que os nossos atacantes aprendam a fechar o meio-campo, eles ainda são jogadores brasileiros. Até o Kaká de hoje, quando parte pra cima das defesas, ainda é o mesmo que jogou no SPFC no essencial pelo menos.
Ou seja, o nosso futebol tem força para se manter com os jogadores que restaram por aqui e nos craques que jogam lá. Não é outra força que sustenta o eterno favoritismo brasileiro nas Copas.
Muitos dizem que o Tricolor é uma retranca.
Não é um absurdo chegar a esta conclusão diante dos números sãopaulinos. Mas, penso, que futebol não é um esporte estatístico como o basquete. Se um equipe pega mais rebotes, ganha nos bloqueios e tem a mesma eficiência e posse de bola, não é absurdo deduzir que ganhou a partida de bola ao cesto.
Mas futebol, especialmente uma partida de futebol, não é reduzível aos números como a Rede Bobo tenta, por anos a fio, fazer com que os brasileiros acreditem.
No jogo último SPFC e Vasco, por exemplo, os de São Januário dominaram o 1o tempo e meteram duas na trave. Mas no segundo, o SPFC saiu pro jogo, não ficou na retranca. Quem tem dois atacantes, dois meias ofensivos, sempre um lateral descendo e um volante no apoio não pode ser considerado um time retranqueiro. São seis de dez lá na região da grande área.
Cadê a defesa aberta que foi pega num contra-ataque no 1o gol?
Só porque é bom na defesa não dá para sofismar e dizer que não é bom no ataque. Não tem um setor ofensivo tão bom quanto o ofensivo, mas não joga como aqueles times de Copa do Mundo ou Libertadores que só dois ou três passam da intermediária. E este é o segredo último. Um bom zagueiro demora mais a sair que um bom atacante de nível técnico equivalente. Eles têm muitos brucutus por lá e não precisam dos nossos.
Por isto tudo, digo que é um tremendo fio de navalha o futebol que o SPFC joga. Se o, por exemplo, Dagol começar a marcar muito, o time será armado em função dele e logo será vendido. O Muricy não pode deixar que os jogadores pensem que são bons de bola. Pois, o Souza, todo mundo sabe, é o Souza e não um Deco no final do dia. Caso não tenha gostado da citação do Darwin, quem sabe o Adam Smith sirva.
Abraços,
De volta ao gramado, a fórmula tricolor é ser obreiro e ter um pouco de sorte. Lá no Mundial de 2006 já dava pra ver este quadro: gol do volante, retranca forte e com sorte e tem o craque no goleiro-artilheiro.
Goleiro-artilheiro pode ser a fórmula que o futebol brasileiro conseguiu para manter a sua identidade. Quando era pequeno, via aos gols de falta do Zico. Já era meio-gol. Hoje, o 10 que faz isto joga lá fora a muito tempo. Só com um goleiro, o nosso futebol-arte conseguiu manter este tipo de talento em terras brasileiras. É a luta pela darwiniana sobrevivência pura e simplesmente.Pois, quanto mais jovem se sai de uma cultura para viver em outra, menos se guarda da terra natal e mais se usa dos costumes do local que recebe. Com o futebol não há nada para ser diverso. Mas, por mais que os nossos atacantes aprendam a fechar o meio-campo, eles ainda são jogadores brasileiros. Até o Kaká de hoje, quando parte pra cima das defesas, ainda é o mesmo que jogou no SPFC no essencial pelo menos.
Ou seja, o nosso futebol tem força para se manter com os jogadores que restaram por aqui e nos craques que jogam lá. Não é outra força que sustenta o eterno favoritismo brasileiro nas Copas.
Muitos dizem que o Tricolor é uma retranca.
Não é um absurdo chegar a esta conclusão diante dos números sãopaulinos. Mas, penso, que futebol não é um esporte estatístico como o basquete. Se um equipe pega mais rebotes, ganha nos bloqueios e tem a mesma eficiência e posse de bola, não é absurdo deduzir que ganhou a partida de bola ao cesto.
Mas futebol, especialmente uma partida de futebol, não é reduzível aos números como a Rede Bobo tenta, por anos a fio, fazer com que os brasileiros acreditem.
No jogo último SPFC e Vasco, por exemplo, os de São Januário dominaram o 1o tempo e meteram duas na trave. Mas no segundo, o SPFC saiu pro jogo, não ficou na retranca. Quem tem dois atacantes, dois meias ofensivos, sempre um lateral descendo e um volante no apoio não pode ser considerado um time retranqueiro. São seis de dez lá na região da grande área.
Cadê a defesa aberta que foi pega num contra-ataque no 1o gol?
Só porque é bom na defesa não dá para sofismar e dizer que não é bom no ataque. Não tem um setor ofensivo tão bom quanto o ofensivo, mas não joga como aqueles times de Copa do Mundo ou Libertadores que só dois ou três passam da intermediária. E este é o segredo último. Um bom zagueiro demora mais a sair que um bom atacante de nível técnico equivalente. Eles têm muitos brucutus por lá e não precisam dos nossos.
Por isto tudo, digo que é um tremendo fio de navalha o futebol que o SPFC joga. Se o, por exemplo, Dagol começar a marcar muito, o time será armado em função dele e logo será vendido. O Muricy não pode deixar que os jogadores pensem que são bons de bola. Pois, o Souza, todo mundo sabe, é o Souza e não um Deco no final do dia. Caso não tenha gostado da citação do Darwin, quem sabe o Adam Smith sirva.
Abraços,
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segunda-feira, setembro 10, 2007
O Kara de hoje
Li por aí que a revista britânica "Four-Four-Two" fez uma enquete com os principais (ou mais patrocinados) jogadores do futebol atual. Pediu a cada um deles que indicasse os cinco melhores boleiros em sua opinião.
Ou seja, quem votava era quem entendia. Ou, pelo menos, quem vivia disso.
Kaká foi o único que apareceu na lista de todos.
Para mim, normal que Kaká supere o Gaúcho. É um jogador mais completo e mais efetivo.
Contudo, aposentado o Zidane, creio que não haja um jogador fundamental em quem se votar; aquele que define os jogos, grandes ou menores. Henry, Gaúcho, Cristiano, Deco, Rooney, Riquelme... Todos têm em comum o fato de não cumprirem bem o papel de protagonista dos grandes momentos.
Não sei se é o excesso de jogos, o nivelamento, ou má-vontade; mas vejo apenas em Kaká essa possibilidade, e ninguém mais. Nem Messi, por enquanto.
Será que Freddy Adu provará o contrário?
Para todos os efeitos, embora a revista não tenha me consultado, meus cinco de hoje são: Kaká, Cristiano Ronaldo, Deco, Riquelme e Seedorf.
Ou seja, quem votava era quem entendia. Ou, pelo menos, quem vivia disso.
Kaká foi o único que apareceu na lista de todos.
Para mim, normal que Kaká supere o Gaúcho. É um jogador mais completo e mais efetivo.
Contudo, aposentado o Zidane, creio que não haja um jogador fundamental em quem se votar; aquele que define os jogos, grandes ou menores. Henry, Gaúcho, Cristiano, Deco, Rooney, Riquelme... Todos têm em comum o fato de não cumprirem bem o papel de protagonista dos grandes momentos.
Não sei se é o excesso de jogos, o nivelamento, ou má-vontade; mas vejo apenas em Kaká essa possibilidade, e ninguém mais. Nem Messi, por enquanto.
Será que Freddy Adu provará o contrário?
Para todos os efeitos, embora a revista não tenha me consultado, meus cinco de hoje são: Kaká, Cristiano Ronaldo, Deco, Riquelme e Seedorf.
A Jabuticabeira ganhou disparado
Lá em Rio Claro, passei por todos os lugares-comuns: reencontrei familiares, tomei cervejinha com amigos, vi filho de amigos, passei pelos lugares que cresci...
Antes de ir para lá, achava que o ponto alto seria assistir às partidas do Tricolor Paulista e da Seleção com o meu pai e meu irmão. Este evento é muito raro. Nem me lembro quando foi a última vez que isto aconteceu. Acho que faz mais de ano.
Mas também não rolou neste último feriadão. No sábado, meu irmão preferiu tirar, na rede da varanda, um cochilo no colo da namorada. Domingão, o caçula foi antes do jogo, não queria pegar engarrafamento na estrada.
Contudo, com o nível fraco dos joguinhos de ontem e anteontem, foi melhor mesmo não termos nos reunidos para ver futebol, ocasião que não rola uma boa conversa. As refeições renderam bem mais.
Neste contexto:
O Muricy tinha toda razão ao xingar os jogadores sãopaulinos em função do 1o tempo. Leandro, Souza, Aloísio, Richarlyson e o resto do elenco não podem acharem-se craques bons de bola. Só o Ceni e o Dagol podem, ambos já provaram isso.
O segredo dos últimos títulos é a humildade, é o trabalho duro, é o esforço do começo ao fim do jogo. O anti-salto-alto marcou estas conquistas. Não sei se foi voluntário ou não, mas a diretoria sãopaulina achou um ponto de equilíbrio interessante. Quanto melhor for a revelação, mais rápido o jogador vai embora. Parece que nível dos últimos plantéis é bom o suficiente para ganhar alguns títulos importantes, mas não brilhante o suficiente para chamar a atenção dos grandes clubes mundiais logo de cara.
Kaká, Raí, Antônio Carlos, Cafu, Denílson foram embora muito rápido e fizeram muita falta. Mineiro, Danilo e Edcarlos só foram após títulos e não eram craques que tinham times inteiros montados em função do futebol deles. Bem isto é assunto pra um texto específico. Voltarei logo ao tema.
De regresso, o jogo do selecionado de ontem foi uma lástima. O Ronaldinho Gaúcho achou aquele gol -- que tinha que marcar mesmo --, mas não jogou bosta nenhuma. Errou um monte de passes e não fez jogadas. Kaká e Robinho estiveram no mesmo nível do 10.
O outro atacante, que só o Dunga e os holandeses sabem que joga, continuou escondendo o seu futebol. Acho que deve ser uma estratégia do Anão-Professor. A instrução seria só mostrar sua bola quando for para acabar com os argentinos no jogo de ida?
Não foi nenhum show de bola do nível que as estrelas brasileiras podem produzir, veja o título desta matéria estadunidense sobre o jogo:
Heads Held High
Na minha tradução, fica: Cabeças Altivas. Até os americanos que não entendem nada de futebol perceberam que o Brasil não é tudo isso.
Bem, como o Jorge já colocou no seu blog, no Cruzeiro.org, não é verdade que:
Afora a jabuticaba, se alguma coisa só dá no Brasil é porque não presta!
O futebol brasileiro é algo único no Mundo que presta (ou que prestara).

Mas, sábado e domingo passado a jabuticaba lá da casa de meus pais (na foto) ganhou de goleada dos futebóis que assisti.
Abraços,
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sábado, setembro 08, 2007
El Chavo del Ocho também sabe bater uma bolinha
É muito raro, tendendo para o impossível, achar um ser humano que não goste do Chaves. Meu pai pegava no pé meu e do meu irmão quando tinhamos uns 10,12 anos. Depois, ele passou a assistir quando ninguém mais estava na sala. Hoje em dia, ele é um fã declarado que nega estava versão do seu passado que sustento. Mesmo quem não gostou, não vê como sustentar.
Como futebol e Chaves são bens culturais da mais alta qualidade, não teve como o Señor Roberto Gomes Bolaños não deixar de fazer um episódio unindo ambos.
Assim, leitor do Na Cal, enquanto os resultados de mais uma rodada do Brasileirão não vêm, assista a bola jogada na Vila mais famosa que a famosa:
Parte 1
Parte 2
Parte 3
Creio que pode ser o caso para refletir sobre a validade da idéia de que toda unanimidade seria burra. Chaves batendo bola é uma obra complicadíssima de ser atacada.
Abraços,
Como futebol e Chaves são bens culturais da mais alta qualidade, não teve como o Señor Roberto Gomes Bolaños não deixar de fazer um episódio unindo ambos.
Assim, leitor do Na Cal, enquanto os resultados de mais uma rodada do Brasileirão não vêm, assista a bola jogada na Vila mais famosa que a famosa:
Parte 1
Parte 2
Parte 3
Creio que pode ser o caso para refletir sobre a validade da idéia de que toda unanimidade seria burra. Chaves batendo bola é uma obra complicadíssima de ser atacada.
Abraços,
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sexta-feira, setembro 07, 2007
O grito dos portugueses
Feriadão é sempre a mesma história: milhares de carros engarrafados em direção à praia.
Toda a gente vai para Santos, Bertioga, Peruíbe. E São Paulo fica quase vazia.
Mas quem ficar na capital terá um jogo interessante para assistir.
A Lusa tenta se recuperar dos seguidos insucessos e vencer o lanterna Ituano para se aproximar da zona de acesso.
Itu, para quem não sabe, é a cidade dos exageros. Lá, tudo é grande. Exceto o público dos jogos do time da casa e o desempenho do mesmo.
Fica a dica para o sete de setembro: Canindé, hoje, 20h30.
Não se esqueça que, neste país louco, a independência foi declarada aos berros na beira de um rio em São Paulo por um português. O rio é outro, mas haverá um bando de portugueses gritando. É só chegar.
Toda a gente vai para Santos, Bertioga, Peruíbe. E São Paulo fica quase vazia.
Mas quem ficar na capital terá um jogo interessante para assistir.
A Lusa tenta se recuperar dos seguidos insucessos e vencer o lanterna Ituano para se aproximar da zona de acesso.
Itu, para quem não sabe, é a cidade dos exageros. Lá, tudo é grande. Exceto o público dos jogos do time da casa e o desempenho do mesmo.
Fica a dica para o sete de setembro: Canindé, hoje, 20h30.
Não se esqueça que, neste país louco, a independência foi declarada aos berros na beira de um rio em São Paulo por um português. O rio é outro, mas haverá um bando de portugueses gritando. É só chegar.
quinta-feira, setembro 06, 2007
Coelho do Galo prejudica Raposa
Numa partida em que os arqueiros esticaram demais a perna, ninguém fez gol.
A marcação atleticana fez com que o São Paulo arriscasse chutes de longe. Mas ninguém estava com a pontaria muito boa. O Galo, por sua vez, esbarrou várias vezes na defesa tricolor.
Na verdade, foi um jogo feio. E a penalidade perdida por Coelho prejudicou Atlético e Cruzeiro.
O Santos entrou pela primeira vez entre os quatro. Mas, com um jogo a menos, tem que tomar cuidado com Vasco (com um jogo a menos) e Grêmio (um dos próximos adversários).
Quem se recupera hoje: Botafogo, Palmeiras ou nenhum dos dois?
A marcação atleticana fez com que o São Paulo arriscasse chutes de longe. Mas ninguém estava com a pontaria muito boa. O Galo, por sua vez, esbarrou várias vezes na defesa tricolor.
Na verdade, foi um jogo feio. E a penalidade perdida por Coelho prejudicou Atlético e Cruzeiro.
O Santos entrou pela primeira vez entre os quatro. Mas, com um jogo a menos, tem que tomar cuidado com Vasco (com um jogo a menos) e Grêmio (um dos próximos adversários).
Quem se recupera hoje: Botafogo, Palmeiras ou nenhum dos dois?
quarta-feira, setembro 05, 2007
Qual será a verdade no Brasileirão 2007
Ontem, tomei uns choppes com um grandes amigos. Todos, no começo de suas terceiras décadas, já sabem que não são mais jovens. Uma das coisas que se faz quando não se é mais o que foi-se, é relembrar as histórias da época que os hormônios pululavam nas artérias.
Um dos assuntos que rolaram no encontro, foi um papo que tive com um dos amigos sobre a objetividade ou subjetividade da verdade sobre os fatos que cada um constrói para si. Lá no milênio passado eu era super relativista, adorava semiótica de Charles Sanders Peirce e este meu amigo era nada relativista. Ele acreditava que os conceitos continham verdades que não dependiam da capacidade dos sujeitos que viessem a manipulá-los.
Bem, passado uma década, eu não sou mais tão semiótico quanto fui e meu amigo já dá valor às subjetividades dos que recebem as informações. Algo inimaginável lá atrás.
Se não comuniquei adequadamente até aqui, veja este exemplo sobre a verdade:
Você se lembra que o Al Gore, que perdeu a eleição para presidente dos E.E.U.U. para o Bush filho em 2000, fez o filme-documentário Uma Verdade Inconveniente, que ganhou o Oscar de Melhor Documentário em 2006. Uma idéia interessante: um cara deixou a disputa política e passou a lutar por um futuro melhor para o planeta.
Mas, como tudo depende de como o intérprete avalia o fato em questão, de que maneira avalia-se alguém que ganha um Oscar em função de um filme ambientalista, pró uso de energias renováveis, e é acusado de manter uma mansão que gasta "mais eletricidade POR MÊS do que o lar médio americano em TODO O ANO". Ou seja, o Sr. Gore seria um ambientalista da boca pra fora. Algo que os brasileiros têm grande facilidade para associar com as práticas dos nossos políticos.
Não me esqueci que este é um blogue futebolístico. Obrigado pela paciência de ter me lido até aqui. Com o parâmetro acima, veja, no Brasileirão, a seguinte situação:
O São Paulo é franco favorito para o Rafael. Ele colocou em comentário aqui no blogue:
..infelizmente pela falta de competitividade e baixíssimo nível técnico dos outros clubes...o SP não sai mais da ponta.
Eu fico mais na penumbra. Não acho que o SPFC esteja tão grantido assim no título. Creio que o Tricolor estará na Libertadores 2008 sem muita tensão. Mas não sou capaz de afirmar um franco-favoritismo para o meu time como o Rafael o fez.
Com certeza, já há corinthianos que crêem numa nova conquista para o time deles, por maior absurdo que isto possa ser.
Objetivamente, é bom porque faz a disputa mais interessante. Particularmente, é mais gostoso ganhar quando há mais calor na disputa.
A sorte está lançada e quero ver se o Tricolor Paulista seguirá o palpite do Rafael, ganhará fácil, o meum que terá que suar um pouco mais o uniforme sagrado, ou um outro absurdo qualquer.
Abraços,
Um dos assuntos que rolaram no encontro, foi um papo que tive com um dos amigos sobre a objetividade ou subjetividade da verdade sobre os fatos que cada um constrói para si. Lá no milênio passado eu era super relativista, adorava semiótica de Charles Sanders Peirce e este meu amigo era nada relativista. Ele acreditava que os conceitos continham verdades que não dependiam da capacidade dos sujeitos que viessem a manipulá-los.
Bem, passado uma década, eu não sou mais tão semiótico quanto fui e meu amigo já dá valor às subjetividades dos que recebem as informações. Algo inimaginável lá atrás.
Se não comuniquei adequadamente até aqui, veja este exemplo sobre a verdade:
Você se lembra que o Al Gore, que perdeu a eleição para presidente dos E.E.U.U. para o Bush filho em 2000, fez o filme-documentário Uma Verdade Inconveniente, que ganhou o Oscar de Melhor Documentário em 2006. Uma idéia interessante: um cara deixou a disputa política e passou a lutar por um futuro melhor para o planeta. Mas, como tudo depende de como o intérprete avalia o fato em questão, de que maneira avalia-se alguém que ganha um Oscar em função de um filme ambientalista, pró uso de energias renováveis, e é acusado de manter uma mansão que gasta "mais eletricidade POR MÊS do que o lar médio americano em TODO O ANO". Ou seja, o Sr. Gore seria um ambientalista da boca pra fora. Algo que os brasileiros têm grande facilidade para associar com as práticas dos nossos políticos.
Não me esqueci que este é um blogue futebolístico. Obrigado pela paciência de ter me lido até aqui. Com o parâmetro acima, veja, no Brasileirão, a seguinte situação:
O São Paulo é franco favorito para o Rafael. Ele colocou em comentário aqui no blogue:
..infelizmente pela falta de competitividade e baixíssimo nível técnico dos outros clubes...o SP não sai mais da ponta.
Eu fico mais na penumbra. Não acho que o SPFC esteja tão grantido assim no título. Creio que o Tricolor estará na Libertadores 2008 sem muita tensão. Mas não sou capaz de afirmar um franco-favoritismo para o meu time como o Rafael o fez.
Com certeza, já há corinthianos que crêem numa nova conquista para o time deles, por maior absurdo que isto possa ser.
A sorte está lançada e quero ver se o Tricolor Paulista seguirá o palpite do Rafael, ganhará fácil, o meum que terá que suar um pouco mais o uniforme sagrado, ou um outro absurdo qualquer.
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terça-feira, setembro 04, 2007
Sacanagem no Bahia
Ontem dei uma visitada nas ligações interessantes que o Na Cal lhe sugere. O mais interessante está no Blog do Marcelo Sant´Ana (o galã em destaque!). O jornalista baiano traz mais desmando ocorrido em terras soteropolitanas.
O resumo da história é que não deixaram que um grupo de torcedores do Campeão Brasileiro Bahia estendessem uma faixa com o dizer:
"Maracajá & Cia., a derrota do Bahia"
Veja bem que não faziam referência ao felino maracajá, ameaçado de extinção, também conhecido como jaguatirica.
O protesto era voltado ao grupo que controla o Esporte Clube Bahia a um bom tempo. Símbolo é o Sr. Paulo Maracajá, que presidiu o clube entre 1979 e 1994. Quinze anos não seria tempo demais para qualquer atividade amadora?
Vejam os vídeos com os desmandos:
Parece que rolou até P.M. neste ato contra a liberdade de expressão.
Democracia não cai do céu. Gostei de ver os torcedores protestando contra algo que entendem errado. Acho que os desmando e absurdos brasileiros não vão parar de acontecer enquanto o povo não se mexer. Se ficar cada um cuidando da sua vida, nada vai mudar mesmo. Só, de tempos em tempos, algum escândalo irá servir de assunto para as conversas nos bares e nos almoços de domingo.
Axé,
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Torcedores Protestando
segunda-feira, setembro 03, 2007
Briga está definida
Com os resultados do fim de semana, ficou claro que a briga será entre São Paulo e Cruzeiro. Botafogo e Vasco perderam contato com os líderes; já o Santos tem que se esforçar para ficar entre os quatro. Mas as rodadas desta semana, com São Paulo pegando Galo e Peixe fora de casa, podem equilibrar tudo de novo.
Que presente de aniversário para os corinthianos! E Nílton, o dono da bomba, ainda tripudiou em cima do Fábio Costa.
Falando em tripudiar, Emérson Leão já andou dizendo que ganhar do São Paulo vai ser moleza. Pode ser. O Galo nem precisou dele para fazer isso no Morumbi. Mas deve ser um pouco mais difícil do que perder do Furacão.
Ainda estou pensando sobre o que foi o mais surpreendente da rodada: a goleada do Cruzeiro respondendo ao São Paulo, o gol do Nílton ou o Tuta marcar três vezes.
Que presente de aniversário para os corinthianos! E Nílton, o dono da bomba, ainda tripudiou em cima do Fábio Costa.
Falando em tripudiar, Emérson Leão já andou dizendo que ganhar do São Paulo vai ser moleza. Pode ser. O Galo nem precisou dele para fazer isso no Morumbi. Mas deve ser um pouco mais difícil do que perder do Furacão.
Ainda estou pensando sobre o que foi o mais surpreendente da rodada: a goleada do Cruzeiro respondendo ao São Paulo, o gol do Nílton ou o Tuta marcar três vezes.
domingo, setembro 02, 2007
Realidade
A euforia do Pan aos poucos vai sendo desfeita.
Os resultados em competições mais fortes mostram a real situação do desporto nacional.
Algumas coisas já ficavam claras antes, como a derrota do basquete feminino para o sub-20 norte-americana, ou insucesso diante de Cuba (mais uma vez) no vôlei.
No atletismo, Maggi, Costa e Murer vão tomando seus lugares de direito.
Ontem se deu apenas o desfecho de uma crônica que já anunciava o insucesso.
O quinteto brasileiro perdeu para o time B da Argentina.
A seleção mais estrelada do basquete brasileiro mostrou que não se vai muito longe sem organização.
De bom, restou-nos ver como Leandrinho joga bem e o cumprimento respeitoso entre brasileiros e argentinos ao final do jogo.
Aguardemos até (apenas) 2012?
Os resultados em competições mais fortes mostram a real situação do desporto nacional.
Algumas coisas já ficavam claras antes, como a derrota do basquete feminino para o sub-20 norte-americana, ou insucesso diante de Cuba (mais uma vez) no vôlei.
No atletismo, Maggi, Costa e Murer vão tomando seus lugares de direito.
Ontem se deu apenas o desfecho de uma crônica que já anunciava o insucesso.
O quinteto brasileiro perdeu para o time B da Argentina.
A seleção mais estrelada do basquete brasileiro mostrou que não se vai muito longe sem organização.
De bom, restou-nos ver como Leandrinho joga bem e o cumprimento respeitoso entre brasileiros e argentinos ao final do jogo.
Aguardemos até (apenas) 2012?
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