sábado, junho 30, 2007

Minha primeira vez num clássico sem o Tricolor


Hoje, vou ao Morumbi assistir ao jogo Corinthians vs. Palmeiras com o Milton e Paulo. Sou sãopaulino e ambos os outros são corinthianos.

Será uma aventura marcante. Não pretendo trocar de times, só conhecer um pouco mais do universo da bola e me divertir.

Fora o perigo das brigas entre as organizadas, há o pernil e a cervejinha antes e depois da peleja.

Ou seja, haverá muito debate sobre coisas importantes: esquema tático, juiz, matador, crise, técnicos...

Não creio que será muito diverso do que já estou acostumado nos jogos do Tricolor. Mas quero ver de perto se, realmente, os corinthianos da Fiel têm um forma especial e única de torcer.

Sei que é impossível que me livre de todos os meus pré e pós-conceitos sobre a Nação Timão, mas vou tentar olhar de forma menos preconceituosa possível.

Quem sabe eu encontre o torcedor do Corinthians que subtraiu minha camiseta do São Paulo em 98, perto do Pacaembu! Sei que nem adianta mobilizar o aparelho repressor estatal, o delito já prescreveu. Mas não guardo mágoa não. Nem apanhei naquela ocasião e já fiquei feliz da vida! Acho que tive sorte por ter ido só a peça de roupa e não ter ganho nenhum sopapozinho que fosse.

Bem, amanhã rola um relatório.

Abraços,

sexta-feira, junho 29, 2007

Um exemplo a ser seguido(?)

Hoje à noite tive uma dessas quintas-feiras que todos gostam. Não, não falo de um porre forte, com cerveja gelada e mulheres para todos os gostos. Mas, sim, de uma boa soneca, estudos proveitosos e muito futebol.

Tudo começou depois do tradicional lanche noturno. Dois pães brancos, com requeijão, queijo prato, presunto e mortadela - todos os três em duas consideráveis fatias. Estômago cheio, me deitei no sofá à espera de uma boa soneca. Cinco minutos depois, parecia um bebê dentro do ventre de sua mãe - o frio era intenso e a preguiça de buscar um cobertor no quarto, acabaram me obrigando a deitar todo encolhido. Acordei às 20hs, quando um dos moradores da república chegou me convidando para ver o São Paulo. “Passo”, disse.

Insisti um pouco mais na soneca, mas não consegui voltar ao delicioso sono. Fui para o quarto, com a obrigação de estudar um pouco mais. Leitura daqui, raciocínio dali, uma hora se passou. “Já está bom. Vou para a sala”.

Atravessei o corredor, liguei o som e sintonizei na Transamérica FM. Éder Luiz estava narrando o que parecia ser um jogo morno entre Figueirense e São Paulo. Peguei a Folha e o Estado, surrupiados da vizinha do andar abaixo, e iniciei minha leitura. Confesso que minha atenção estava um tanto quanto dispersa para as duas atividades. As novidades brasileiras e mundiais não eram tão interessantes: derrota da seleção, conflitos no Rio, os pífios artistas do Live Earth, americanos desesperados por mais uma novidade tecnológica etc., tanto que os textos que mais me entreteram foram a sempre bem-humorada coluna do José Simão e uma reportagem falando sobre as touradas na Espanha, mais especificamente na região Basca.

Fim de jogo, singela comemoração pela não-vitória são-paulina. Dei uma “zapeada” na televisão, a fim de encontrar algo interessante. E não é que achei! A Bandeirantes pensou nos tantos que amam o futebol e resolveu transmitir o jogo de nuestros hermanos. Peguei o mesmo já iniciado e com 1 x 1 no placar. Tirando o belo chute de Verón na trave, nada mais aconteceu no primeiro tempo. Em compensação no segundo...

Não vou dizer que a Argentina jogou o seu melhor futebol. Mas é justamente aí que se encontra o segredo. Ela literalmente ensinou os Estados Unidos, que estavam com seu time misto (até aí nada de novo); a como se jogar bola. Messi fez uma tremenda jogada (coisa que Robinho nem sonhou em fazer) e deu um passe mágico (cadê o melhor do futebol alemão?) a Crespo, que só tocou para o fundo das redes e saiu para receber o amor de seus companheiros. No terceiro gol, cruzamento preciso (algo que nossos laterais não sabem fazer) e cabeçada certeira de Pablito Aimar, o homem-surpresa da Argentina (temos algum que execute essa função?). 3 tentos a 1. No final, faltava o dele. Carlitos Tévez, que tem no currículo Libertadores, Brasileiro, Argentino e Olimpíadas e não um mísero Sueco, entrou no lugar de Lionel e sacramentou a vitória dos portenhos por consideráveis 4 x 1.

Pode até soar ridículo por parecer óbvio demais, mas acho que já temos um campeão. Posso queimar a língua, como na Copa passada quando afirmei que o Brasil sairia como vencedor, mas vou, ou pelo menos tentar, torcer pela Argentina, futebol que sempre gostei. Quem sabe assim, nossos craques (? - pois craque para mim joga bem na Copa), façam o imenso favor de voltar a valorizar a nossa amarelinha.

Alguém me apóia?

Gostei do que vi no futebol argentino


O Basile fez o certo -- os jogadores argentino jogarem o futebol argentino.

Bola tocada com precisão por um meio de campo habilidoso e atacantes matadores. Eles não são Ronaldinhos Gaúcho ou Kakás, mas, na média, têm um toque mais refinado na média. O Dunga, Mauro Silva, Mazinho nunca jogariam juntos numa seleção dos hermanos.

Na minha opinião, rola este futebol admirável, que combina organização tática e talento, na Argentina porque, entre outras coisas, lá os caras têm um nível intelectual melhor do que os daqui. Não me refiro só aos que estão nas nossas seleções ou nas deles. Todo o povo lá é mais preparado para entender temas abstratos que vão além do individual.

Percorri, também, alguns blogues platinos e achei algumas palavras interessantes:

El triunfo es valioso pero no debe enceguecer. La goleada ilusiona pero el nivel general no fue el mejor. Frente a Colombia deberá confirmarse que el equipo está para más. Las individualidades están pero lo mejor se tiene que dar en conjunto. Cuando los dirigidos por Basile lo entiendan y lo puedan plasmar en la cancha, Argentina estará para cosas serias. (TodasTusCosas)

Chique isto! O time dá um show e o cara ainda quer mais. Quem pode sonhar e não tem o Dunga vive bem melhor.

Perfeita é a frase: Con Riquelme, Verón y Messi hay garantía de buen fútbol. Publicada no blogue Todo Boca, antes do jogo.

Tomara que o Jorginho consiga mostra ao seu chefe que jogar bem é um objetivo a ser buscado na nossa seleção.

Abraços,

quinta-feira, junho 28, 2007

Cara de bunda do anão e torcedores bundões

Assisti ao 1o jogo do Brasil na Copa América num bar freqüentado por descolados. Foi na Vila Madalena.


No bar que fui, tava cheio de gente que acha que futebol é o ópio do povo lá. Quando a Seleção do México fez gol inicial, muitos gritaram:

-- Viva Zapata!

Quando marcaram o 2o, novamente, a mesma aleivosia. Putz!

Gente moderna é ridícula. Qualquer coletividade é feita em cima dos símbolos que produzem o sentimento de unidade.

O cara da mesa ao lado, após um pró-zapata e um imediato olhar reprobatório meu, soltou:

--É melhor que a Seleção perder hoje e ficar sem o Dunga amanhã do que continuar com o encosto no comando do time.

Concordo com a tese. Mas não acho que seja adequado puxar coro durante o jogo. Tem hora pra tudo.

Acho que o ilustrado que mandou a tese certa na hora errada deve ser mais um dos intelectuais que acham que futebol é o ópio do povo. Ou seja, babaquice pura. Não existe conteúdo sem a forma adequada.

Pois, depois que a peleja foi perdida, ai sim, o debate desportivo começou. Concomitantemente, estava o nosso técnico neófito na tevê sem som só mostrando sua cara contrariada. Este era o momento apropriado para xingar toda a equipe, não só o Doni ou o Dunga.

Eu já passei pela situação de estar apaixonado por uma menina e ser incapaz de expressar eficazmente o quê sentia para ela. Conteúdo sem forma é um desastre. Torcer contra o seu time do coração durante a partida é, a meu ver, um desastre. Já tentou discutir a relação com a namorada com a cabeça quente? Dá merda.

Xingue depois do jogo. Não queira ser um anti-torcedor.

Abraços,

quarta-feira, junho 27, 2007

Orientação Sexual é tema em Debate Bola

Estou sentindo o Sr. Sidarta um pouco calado sobre o fato mais polêmico no futebol esses dias (escrevo antes de se concretizar o vexame da seleção brasileira). Qual é o jogador homossexual de time grande paulista que vai declarar essa condição no domingo? Não tenho nada contra gays, afinal, um de meus melhores amigos (5 anos de faculdade juntos, 1 ano de CPC e, agora, FMB) é homossexual; mas parece que os bastidores da bola já conhecem a figura. E é do time preferido da ala gay (vide Gazeta Esportiva). Fica o link pra quem ainda não viu o dirigente do Palmeiras no Milton Neves.



Abraços!

A torcida parou de cantar

O texto que se segue, não é de minha autoria. Achei entre os velhos arquivos. Guardei pq é muito bom, e muito bem escrito por Kléber Masiero, jauense radicado em SP, diretor do filme sobre os 80 anos do glorioso XV de Jaú. QQ dia, podemos tomar uma cerveja vendo esta pérola. Kléber escreve semanalmente no diário jauense "Comércio do Jahu", sobre as glórias do Galo da Comarca. Algo inimaginável pro tal do Agüinha...

O Brasil acordou ao primeiro sol de 1985 refeito da ressaca da derrota da campanha "Diretas-Já", mas esperançoso pela eleição - ainda que indireta - de um civil para a presidência da República. Não sabia, contudo, que no dia 21 de abril, enquanto poucos se lembrariam da morte de Tiradentes, muitos assistiriam à notícia da morte do presidente eleito Tancredo Neves. O civil que carregava a esperança dos brasileiros morria sem nem sequer ter tomado posse. A esperança levou um forte golpe. O ano seguiu.

Pouco afeito à política nacional, um palmeirense fanático acompanhou detidamente a caminhada de seu time ao longo do Campeonato Paulista daquele ano. Já havia nove anos da última conquista. O jejum não podia chegar a uma década!

No primeiro turno, vencido pela Portuguesa de Desportos, o time não foi bem. Décimo segundo colocado, atrás de times como América, Ferroviária, XV de Jaú. A esperança de classificação para o quadrangular final ficava restrita. Vencer o segundo turno ou ficar com uma das duas vagas que cabiam aos times com o maior número de pontos ganhos ao longo dos dois turnos.

O time do São Paulo venceu o segundo turno com uma rodada de antecedência. O Guarani fez a melhor campanha e também se classificou. Restava a Corinthians, Ferroviária e Palmeiras disputar a última vaga para o quadrangular na última rodada, no dia 24 de novembro, um domingo. O Corinthians jogaria contra o Comercial - ameaçado pelo rebaixamento -, em Ribeirão Preto, pela manhã. A Ferroviária enfrentaria a Portuguesa, no Canindé. E o Palmeiras receberia o XV de Jaú, no Parque Antártica.

Na noite da sexta-feira anterior ao jogo, o palmeirense fanático caiu de cama. Febre alta. Não havia a vacina contra a gripe!

O domingo de decisão amanheceu chuvoso. O palmeirense fanático - recostado aos travesseiros - assistiu, ao lado do filho, pela televisão, à derrota do Corinthians para o Comercial, por 1 a 0. A tarde parecia promissora. A Portuguesa venceu a Ferroviária por 3 a 1. Assim, bastava uma vitória sobre o XV de Jaú.

- Como é esse time do XV de Jaú?

- É mais-ou-menos. Ficou em sétimo no primeiro turno. Caiu um pouco no segundo. Está em décimo sexto. Somando tudo, vai terminar em décimo primeiro...

- Que é isso? Um time que tem Leão no gol, Paulo Roberto na lateral esquerda, Gerson Caçapa e Edu Manga no meio-de-campo e um ataque com Barbosa, Hélio e Joãozinho não pode nem pensar em não vencer um timinho que tem Jair; Adilson Neri, Edvaldo, Marcelo e Felício; Wilson Mano, Adriano e Nívio; Antonio Carlos, André e Zé Carlos. Um bando de cortador-de-cana. Nem pensar em não vencer!

- Você vai no campo, pai?

- Com essa chuva, não vai dar. A febre não vai embora. Vai você. Vou ouvir pelo rádio.

O filho do palmeirense fanático - nem menos palmeirense, tampouco menos fanático - almoçou, vestiu a camisa verde, pegou a capa de chuva, andou dois quarteirões e entrou no estádio lotado de palmeirenses cantando à vitória e à classificação.

A bola rolou. Chovia. A torcida cantava. O palmeirense fanático ouvia pelo rádio. O gol do ponta-direita Antônio Carlos, do XV de Jaú, poderia ter calado a torcida, mas Barbosa, o ponta-direita do Palmeiras, logo empatou o jogo. O filho do palmeirense fanático cantava junto com a torcida. Chovia. O gol-contra do zagueiro Amarildo assustou um pouco, mas o centroavante Hélio empatou o jogo novamente, e o filho do palmeirense fanático, junto com a torcida, voltou a cantar.

O palmeirense fanático ouvia pelo rádio. Chovia. O lateral-esquerdo Felício, com o pé direito, fez o terceiro gol do XV de Jaú: 3 a 2. A torcida parou de cantar. Chovia. O céu parecia chorar copiosamente. Chorava como a torcida no estádio, como o filho do palmeirense fanático a caminho de casa, como o palmeirense fanático com febre, na cama.

Após dois longos quarteirões, com os pés encharcados da chuva e o rosto molhado de lágrimas, o filho foi ao quarto do pai. Da cama, num golpe, o pai perguntou: - Como isso aconteceu? Como isso pôde acontecer?

- Não sei. Só sei que foi assim.

Jogo Geopolítico: Venezuela 2 x 2 Bolívia

Evo empatou com o Chavez ontem a noite. O Gran Maradona estava lá como um anfitrião simbólico.

A América Latina é o que é, acho, não só porque fomos explorados por Espanha, Portugal, Inglaterra, França e, ultimamente, EUA. Uma parte da responsabilidade pela nossa conjuntura és nuestra.

É preciso combater as injustiças sociais, distribuir a renda e tals. Mas não dá para fazer tudo isto sem respeito ao indivíduo. Este blogue não está hospedado em um sítio sujeito aos poderosos brasileiros do nada. Acho muito arriscado escrever em um endereço ".br".

Futebol e política exigem moderação.

Abraços,

terça-feira, junho 26, 2007

Jogo da Copa no Morumbi

Um amigo meu saiu com uma arquiteta neste primeiro semestre. A menina era bonita e tal, mas não rolou. Rolou aquele apoio moral, umas cervejinhas e muita filosofia de boteco.

O interessante é que ele soltou uma:

-- Ela tá no projeto arquitetônico que remodelará o MorumTRI para a Copa de 2014.

Como fui cobrado, não divulguei o segredo. Mas ele já está em outra e já ouvi a fofoca de outra fonte. Assim, precisa liberar a história. Afinal, certo estava o mineiro Tancredo, que sempre dizia a quem queria lhe contar um segredo que não podia ser contado a mais ninguém:

--“Então não me conte. Se você, que é o dono do segredo, não consegue guardá-lo, imagine eu.” (Fonte)

Quer ver pistas? Dê uma olhada nestas notícias:

Lula fala em gastar mais com Copa do que com o Pan (Folha)

O São Paulo está muito forte nos bastidores para a Copa de 2014. Tem o apoio da prefeitura, do estado e do governo federal. Conseguimos uma coisa importantíssima: ser recebido pelo presidente Lula no dia que ele assinou o termo de compromisso do país com a Fifa. (Estação Tricolor)

A alinça Lula e Ricardo Teixeira vem de longe: Presidente da CBF faz campanha por Lula. Esta manchete é de 02/10/2002. Devem ter acertado alguma coisa lá trás.

Você sabe que o Presidente gosta muito da sua família. A diretoria do São Paulo acho que também dá valor à família Lula da Silva: Após estágio, São Paulo contrata filho de Lula (Folha - 30/01/2007).

O Ricardo Teixeira coloca que:
-- Não vemos o governo como financiador do Mundial, mas como facilitador. (Lance - 15/6/2007) Tudo bem, mas o BNDES é governo.

Os Presidentes Ricardo Teixeira, da Federação Paulista de Futebol, Marco Polo Del Nero, e do São Paulo, Juvenal Juvêncio (Folha - 10/04/2007)anunciaram juntinhos os jogo da seleção no Morumbi. Ué!? A diretoria sãopaulina não era contra as práticas da CBF?

O palmeirense Serra não vai mais construir o estádio que planejava. Será a CBF quem definirá o quê e onde o governo paulista irá gastar seus recursos (Morumbi?).

A nota que saiu no Painel da Folha foi a cereja do bolo:

"Nas entrelinhas, ficou o apoio de Brasília ao Morumbi no mapa do Mundial(...)". Veja no GDM Tricolor.

Infelizmente, parece que o São Paulo Futebol Clube vai desenterrar o seu passado. O Estádio Cícero Pompeu de Toledo foi, segundo dizem, construído com o apoio do Governador Laudo Natel. Agora será o Lula.

Putz,

segunda-feira, junho 25, 2007

Quando homens se tornam crianças

Atualmente, não tenho mais chorado com freqüência. Lembro-me bem de quando era mais novo, muito provavelmente por ser o menor da turma e família, costumava ser o “saco de pancadas” da garotada. Qualquer soco, tapa ou até uma simples ameaça, era uma grande deixa para o beberrão dar sua voz. Corria para o braço de minha mãe e esperava um castigo mais do que justo ao meu algoz – a perda da mesada e umas boas cintadas, freqüentemente eram tidas como ótimas sentenças.

Porém, quando o menino cresce, esse ato se torna até de certa forma vergonhoso. Salvo raras exceções, como velórios e bebedeiras, chorar vira motivo de piada por bons tempos – tudo bem que, muitas vezes, um “amigo é coisa para se guardar” rende boas histórias no bar. Contudo, a paixão futebolística pode transformar essa emoção em um bom close na tela da Globo.

Assim que tive o hábito de visitar rotineiramente o Estádio Municipal Paulo Machado de Carvalho, duas foram as vezes que tive que engolir seco o soluço e me conter.

Ano de 2004. O Timão jogava sua permanência na Série A-1 do Paulista contra a A. A. Portuguesa Santista. O elenco era bem fraco, muitos provindos daquele pífio pacotão, tais como Rodrigo Beckham, Régis Pitbull, Adrianinho, Váldson, entre outros tantos. O Coringão conseguiu perder para o também ridículo time da baixada santista e o pior aconteceu: fui obrigado a torcer pelo São Paulo que, se vencesse o Juventus, salvaria o nosso Todo-Poderoso. A angústia de vibrar por um rival, me deixou ao mesmo tempo triste e irritado. Como uma nação pode ter um staff tão sofrível? O choro veio, mas tive que detê-lo antes que ele começasse a aparecer. Grafite, com dois gols, fez com que o público, que lotou o estádio, voltasse para casa um pouco menos irritado.

Dois anos mais tarde, no auge da parceria com a MSI, finalmente o Corinthians tinha um bom elenco. Tudo bem, a defesa não era das mais fortes (Sílvio Luiz, Coelho, Betão, Marinho e Gustavo Nery), mas o ataque talvez tenha sido o melhor da história recente do futebol brasileiro, com Carlitos e Nilmar. Oitavas-de-final da Libertadores. 3 x 2 para o River Plate no primeiro confronto. A revanche seria no mesmo Pacaembu. Uma vitória simples já dava a classificação para nós e, por isso, a massa novamente lotou o palco. Recordo-me do como foi difícil comprar meu ingresso. Após uma longa conversa com um cambista – não tive a menor chance de compra na bilheteria, devido às altas filas e vendas irregulares – adquiri meu convite por altos R$ 45, arquibancada. “Tudo bem”, pensei. “O que vale mesmo é a vitória do Timão”. Cheguei ao estádio quinze minutos antes do jogo começar e vi o quanto a torcida estava confiante. Na entrada a primeira desilusão. Meu ingresso era falso e toda vez que o inseria na catraca, a mesma recusava. Um “Ah, pula aí”, salvou meu dinheiro e empolgação. Posicionei-me junto a Coringão Chopp, a única organizada interessante, e comecei a torcei pelo meu time. 1 x 0 na primeira etapa. Nilmar. Quando o segundo tempo se iniciou, trouxe consigo a minha decepção. Porra, que time era aquele? Cadê a garra corintiana? Virada por 3 x 1. No derradeiro, mais uma vez segurei o choro por tamanha decepção. Era o presságio de mais uma confusão. O final, todos se recordam daquele vergonhoso confronto entre torcida e polícia.

Acho que é por causas como essas que fazem o futebol tão apaixonante e vibrante. Um dia a gente goza. No outro, sofre. Espero que, com este elenco atual, a primeira opção seja a mais válida. Fé eu tenho para isso. Vai Corinthians!

O que fica para o Rio

O Panamericano de 2007 era uma grande oportunidade para a prefeitura transformar a cidade. Prometeram-se linhas de metrô, trens expressos, interligações e tudo que vimos foram novas linhas de ônibus e o fechamento de corredores viários para o deslocamento dos atletas.

Mas uma coisa que nos estavam devendo há tempos vai finalmente acontecer: o Maracanã ganhou dois telões e três novos placares eletrônicos! Por que demorou tanto para isso acontecer? O estacionamento só vem com a Copa do Mundo. Tudo bem que isso não é feito para nós, é para os turistas, mas o que fica é nosso.

Isso sem falar no Engenhão, que, pelo que pude ver, está lindo. Pena que seja tão pequeno para a torcida do Flamengo.

Pé frio?

Sabadão, fui à São Caetano com o Márcio. A Portuguesa venceu de virada o São Caetano por 2 a 1. Se você quiser dar uma olhada no quê rolou no jogo, de uma lida na matéria que o sítio Futebol Interior publicou.

A Cidade São Caetano tem IDH de 0,919, compare com os dos outros países. A Alemanha tem IDH 0.932 e o Brasil 0.792. É o 1o Mundo aqui do lado.

Percebi que os torcedores do São Caetano são mais chatos que os sãopaulinos. Será que isto é uma característica dos torcedores mais abonados? Você saberia se os do tricolor carioca também são mais pentelhos? Começam a reclamar no meio do jogo?

Nas arquibancadas, tinha mais gente torcendo pra Lusa do que pro Azulão do ABC. O pessoal lá é chique, não ficam em arquibancadas. Aliás, as arquibancadas ficam só atrás dos gols. Prestem atenção quando transmitirem um jogo do Anacleto Campanella, do outro lado do campo, de onde as câmeras estão postadas, só tem camarotes.

O banco em que sentei é confortável, não tem aqueles encontros de só um palminho de altura. Mais uma vez, 1o mundo.

Bem, deixo de lado esta sociologia de bar, no final do jogo, estava pensando feliz da vida:

-- O time que torci ganhou de virada!


Mas foram só alguns instantes de felicidade. Logo imaginei uma contra-argumentação que poderia questionar esta nova fase pé-quente minha:

-- Mas você estava assistindo ao jogo da torcida do São Caetano!

Fiquei meio chateado comigo. Sei que esta provável cutucada não atingiria o cerne da situação -- a Lusa ganhou comigo lá! Mas não quero as coisas pela metade. Desejo deixar de ser um pé-frio por completo. Continuo na luta.

A vitória sãopaulina foi conquistada enquanto eu viajava pelas ótimas e pedagiadas estradas paulistas. Ou seja, ainda há espaço para apontarem mais dedos contra meu pé.

Abraços,

sábado, junho 23, 2007

Vou à São Caetano ver mais uma etapa do périplo da Lusinha

A Portuguesa tem a fibra a lusitana que inspirou Camões. Hoje é mais um desafio para os filhos dos "(...)Barões assinalados // Que da Ocidental praia Lusitana // Por mares nunca de antes navegados // Passaram ainda além da Taprobana, // Em perigos e guerras esforçados // Mais do que prometia a força humana,(...)". A Segundona do Brasileirão é só mais um Adamastor a ser vencido.

...)Os mares desse cabo serviram
muitas vezes de sepultura a naus
e a gentes carregadas de riquezas e de desilusões,
(...)"

Vou à São Caetano ver o embate:

Nunca fui ao Anacleto Campanella, vou aumentar a minha cultura futebolística.

Não estou acompanhando de perto a Lusa, mas parece que ela tem um jovem atacante e um bom técnico. Depois de visto, relatarei aqui quais impressões os dois destaques da Portuguesa me causaram.

De qualquer forma, time da capital tá lá em baixo na tabela:

O time do interior é o favorito.

Depois do que Hino do Boca fez, aqui vão:

O Hino e Letra da Associação Desportiva São Caetano; e,

O Hino Original, MP3 e Letra, e o Hino Antigo, arquivo RAM e Letra, da Associação Portuguesa de Desportos.

Não sei se percebeu, mas como é possível haver Hino Original e Hino Antigo? Pode ser uma pista que as tradições lusitanas ainda são cultivadas na Portuguesa. Vá ao sítio www.portuguesa.com.br e clique em Torcedor e, depois, em Hinos se não crê.

Saudações,

sexta-feira, junho 22, 2007

O Agüinha foi beber uns chopps e vender seus craques

Enquanto a Série C do Brasileirão não começa, o Rio Claro Futebol Clube, eterno Aguinha, foi excursionar pelas terras arianas no dia 15 último.

Já fez sua 1a vitória na pequena Herrenberg. Meteu 5 a 1 no VFL Herrenberg.

O objetivo da viagem é vender alguns craques lá na rica Alemanha. O Agüinha tem o seu futebol administrado pela New TIme Marketing Esportivo. A diretoria é composta de rioclarenses que não têm prática na gestão esportiva e, o mais importante, percebeu suas limitações. Assim, contratou a empresa. Não é algo como clube-empresa ou tercerização corinthiana do futebol. É uma parceria onde a empresa cede jogadores ao clube e o clube valoriza os ativos.

Está a perceber a realização do lucro que virá das vendas que serão fechadas lá na Europa? O investimento que a parceira tem o seu retorno e o clube teve o também: não caiu e tem estrutura e elenco para jogar a terceirona do brasileiro.

Não sou contra o lucro no futebol. Muito pelo contrário. O talento e a competência na administração dos clubes e competições deve ser bem remunerado. Mas não me vejo torcendo para uma empresa. Como já disse outra vez, deve ser ranço ideológico da época que nasci.

De qualquer forma, aproveitarei para torcer pelo Agüinha na Terceirona. Estreiará no dia 8 do mês que vem lá em Rio Claro. Enfrentará o Volta-Redonda -- o bicho-papão da chave --, o Noroeste, também bom, e o Friburguense.

Como eu já o Agüinha surprender na 1a do Paulista neste ano: era cotado para cair e não caiu. Quem sabe não rola uma classificação pra próxima fase.

Infelizmente, deixei passar a comemoração do nonagésimo oitavo aniversário do Rio Claro Futebol Clube - o Agüinha. Mesmo atrasado, mando os meus parabéns!

Abraços,

quinta-feira, junho 21, 2007

Gracias Boca!! Obrigado colorados!!

Quarta e quinta o Na Cal foi visitados por 400 e 350 internautas graça ao link para o Hino do Boca. Veja você mesmo:

Grande parte é de torcedores do Inter que acharam por bem tocar o Hino do Boca para seu antagonistas tricolores. Uma das melhores parte do futebol.

Obrigado,

Hoje não vi o Boca ser campeão pra ver o show do Caetano

Só vi o Palermo perder outro penalti e o Cléber Machado narrando tristinho... já no Caetano...

Hinos dos Clubes Paulistas

Ontem, o Na Cal bateu seu recorde de visitas, foram 400! O povo queria muito o Hino do Boca em MP3.

Como fiquei feliz que o algoz do meu tricolor paulistano rodou nesta Libertadores, resolvi organizar uma coletâneas de Hinos dos times paulistas de maior expressão, para que você tenha acesso fácil e organizado às melodias.

Hino da Sociedade Esportiva Palmeiras: MP3 e LetraHino do São Paulo Futebol Clube: MP3 e Letra
Hino do Sport Club Corinthians Paulista: MP3 e LetraHino Oficial do Santos Futebol Clube: MP3 e Letra e o famoso, Leão do Mar, MP3 e Letra
Hino do Guarani Futebol Clube: MP3 e LetraHino da Associação Atlética Ponte Preta: Letra e MP3


Uma coisa eu gostei ontem, no bar, ao assistir à final com meus amigos, o brasileiro pegou gosto pela Libertadores. Acho que é bem capaz que daqui 15 ou 20 anos, já teremos um time brasileiro com um bom número de títulos da CONMEBOL (clique na foto) -- tomara que seja o meu tricolor!

Abraços,

Riquelme: o dono da américa

O sítio do Club Atlético Boca Juniors dá a notícia do título com a seguinte manchete: EL DUEÑO DE AMERICA

O Dono da América seria o Boca, mas é, na realidade, Riquelme é o monarca sudamericano. O cara foi um bravo na final lá no Olímpico Monumental do tricolor gaúcho.

Tanto melhor pra América do Sul lá no Japão, acho que o Boca tem mais bola do que o Grêmio. O Milan que se cuide em dezembro.

Fonte da Foto: http://www.bocajuniors.com.ar/

Abraços,

quarta-feira, junho 20, 2007

Medições das torcidas dos times brasileiros no mundo virtual

Não há muito mais o que falar sobre o jogo da final de hoje a noite. A matéria anterior mostra como está o ânimo dos colorados com a perspectiva de derrota do Tricolor Gaúcho.

A Google nos oferece dois instrumentos para saber o que rola na net: o e o Page Rank. Quem ainda não conhecer bem estas ferramentas, a dica é a super Wikipédia. Lá tem bons esclarecimentos.

A melhor candidata ao posto de O Grande Irmão nos disponibilizam dois serviços que possibilitam a qualquer mortal fazer pesquisas que ofuscam os institutos de pesquisa.

Perguntei para, as bolas de cristal, Page Rank e para o Trends:

Quais são os times brasileiros com maior torcida no mundo virtual?

Dê uma olhada no que encontrei!


O Mengo e o Timão se equivalem na rede mundial computadores brasileira pela perspectiva do Google Trends. É interessante observar o termo Corinthians é alvo de maior número de buscas somente nos seguintes Estados: Sao Paulo, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Parana. No resto, o Flamengo é mais buscado. Ainda foi interessante observar que em Londrina e Cascavel é que há a maior demanda relativa por Corinthians nas terras paranaense. Não é a toa, o povo de lá tem a fala mais parecida com jeito do interiorano paulista do que o do curitibano.

Os nomes Internacional, Santos e São Paulo são usados em buscas não futebolística que atrapalham uma comparação com os que tem as maiores torcidas. O Palmeiras chega perto, mas há mais corinthianos, dê uma olhadinha.

A outra ferramenta, o Page Rank, é mais interessante para fazer comparações entre os times. Mas não dá dados sobre a geografia.

A Google parte do seguinte raciocínio: quanto mais links seu sítio tem, mais acessado ele deve ser. Mas há uma ponderação das ligações. Um blogue que só tem um link da página inicial da UOL é muito mais importante do que um outro que só tem uma ligação que vem de outro blogue mortal.

A escala do Page Rank vai de 1 à 10 e é como a Escala Richter, uma curva exponencial.

Ao observar os PG dos endereços eletrônicos dos clubes brasileiros campeões do Brasileirão dá pra separar em três grupos:

Os campeões são: Flamengo, Palmeiras e Inter com

Pra que tenha base, têm o mesmo PG os sítios da Gazeta Esportiva e do Blog do Noblat, que tem, mais ou menos, de 100 à 200 mil visitas mensais.

Depois vem um grande bololô dos que têm



Vasco,
Fluminense,
Botafogo,
São Paulo,
Corinthians,
Atlético Mineiro,
Cruzeiro,
Grêmio,
Bahia,
Sport e
Guarani.

Como parâmetro, PG4 já algo acessíveis aos mortais. O blogue, que consta na lista do Na Cal, Os Bolonistas tá no mesmo nível. Um dia chegaremos, com a sua ajuda, onde estes todos estão. Pelo menos, um PG4 baixo.

O grande com um sítio pequeno é o Santos!
A pontuação 3 pode ser um reflexo do que o Santista Rafael já colocou aqui. O Peixe é um time de uma cidade média que joga como se fosse de capital. O Na Cal tem, também, a mesma classificação. As cento e tantas visitas que vem aqui diariamente garantem esta pontuação igual à dos santistas.

Um dia os sítios dos clubes brasileiros ultrapassarão os do:
A.C. MilanManchester United


Porque o do:
Real MadridAS Roma


estão iguais aos melhores daqui. Com o dolar no nível que está por aqui, vai ter cada vez internautas brazucas a visitar os sítios de nossos clubes.

Bem, se você conseguiu chegar até aqui: não ficará de mãos abanando! Fica a indicação do Piratas do Brasil. Lá há um link para o Guia do Brasileirão 2007, Edição Especial da Revista Placar.

Abraços,

terça-feira, junho 19, 2007

Hino do Boca: o hino da discórdia

No dia 13 de Junho, publiquei o texto A final - o quê os blogues hermanos colocaram sobre. Fiz um rolezinho pelos blogues para ver quais eram as expectativas sobre a primeira final.

No meio do texto, sem maiores pretensões, coloquei um ligação para o Hino do Boca Jrs. em arquivo MP3. Fui de uma inocência. Pois, percebi que várias pessoas passaram a acessar este humilde blogue futebolístico em busca deste Hino e achei que eram simples interessados na cultura do futebol.

Hehehe!

Hoje, quando acesso o Olé, dou de cara com um vídeo de torcedores do Inter cantando o Hino do Boca, que está publicado na matéria Hacen el aguante (foi-me traduzido como Dão uma força).

Que cultura do futebol que nada!! Uma parte da audiência do Na Cal tava afim é de tirar uma da cara dos gremistas. Quem quiser tirar a prova é só dar uma olhada no mapa das últimas visitas sulamericanas.

Afinal, para mim, uma das melhores parte do futebol é poder tirar um sarrinho da cara dos torcedores dos times adversários. Fiquei satisfeito que o blogue pode ajudar os colorados nesta tarefa.

Abraços,

Futebol cabe tudo

É muito interessante comparar a relação que o Brasil matem com a sua ex-Metrópole com as que os outros países americanos matêm com a Espanha e a Inglaterra. Lá há um respeito e uma reverência aos colonizadores. Bem diferente daqui.

Em respeito ao nosso modo de nos relacionarmos com os portugas, fique com este vídeo:

Com certeza, deve ter moçoilas nos campos brasileiros. Mas aqui o espaço para elas/es é bem mais cerceado no nosso universo futebolístico.

Abraços,

segunda-feira, junho 18, 2007

O Brasileirão estaria igual ao Calcio?

Gol é a essência do futebol. Não há como sair deste truísmo. Mas o que é mais importante: fazê-los ou não tomá-los?

Sei que comentar dados estatísticos, tabelas e números é chato. Mas com moderação, não creio que acabarei com a beleza do esporte.

Dê uma olhada, por favor, neste gráfico:

Fora o líder, todos os times estão mais ou menos dentro da mesma faixa de gols marcados e tomados.

São poucos gols tomados que fazem toda a diferença neste Brasileirão.

Em qualquer estatística, há dados que vão contra as tendências. Mas quando se observa a tabela, dá para perceber que o item saldo de gols guarda uma correlação relevante com a classificação do time.

Não acho que as defesas daqui tenham atingido o grau de impor- tância que têm lá na Itália. Mas não dá para ficar mar- cando lindos gols sem se preocupar nadinha com lá trás.

Grandes ataques com defesas abertas, Flamengo e Cruzeiro, são os melhores exemplos desta realidade em nosso futebol. Mesmo a melhor defesa, a do Corinthians, só explica a ótima colocação do time se vier junta com a atuação do seu ataque.

Não acho que o modelo do Parreira tenha prevalecido por aqui. Mas não dá para jogar como o Flamengo, Náutico, Sport, Cruzeiro, Figueirense, Goiás e Vasco. Se não arrumarem as suas defesas, ficarão do rebolo da intermediária para baixo até o final do Campeonato. Depois vem aquele Deus nos acuda para sair da zona de rebaixamento.

Pois, agora, Santos, Grêmio e Inter estão de corpo e alma no Brasileirão. Todos que estão lá em cima terão que se esforçar ainda mais para se manterem na parte de cima da tabela. Acho que a organização tática ganhou de vez o devido espaço no nosso futebol. O Romário que só empurra a bola pra drentro é o último dos românticos.

Abraços,

domingo, junho 17, 2007

FIFA! Muito feio ter dois pesos, duas medidas para situaçõs identica!

A denúncia é simples e direta:

A FIFA não liberou um jogador do Sevilha para jogar na sua Seleção Nacional e queria obrigar um outro do Real a jogar pela Brasileira.


O atacante Frédéric Kanouté, artilheiro do Sevilla Fútbol Club não gostou e classificou a sua desconvocação como uma falta de respeito por parte da FIFA. Além dele, o Diarra, do Real Madrid, também foi impedido de jogar pela seleção de Mali.

Aqui, a FIFA estava ou está do lado da CBF, no caso da convocação do Robinho. É mais uma vergonha. Só isso.

Vi esta notícia no tópico FIFA proíbe Kanouté de jogar por Mali da intessantíssima comunidade orkutiana Futebol Alternativo. Os jornais esportivos espanhois também noticiaram o fato. Os títulos das matérias demonstram o absurdo que foi perpetrado:

Kanouté cree que "es una falta de respeto" que la FIFA le haya hecho volver de Mali, publicado no Marca.

KANOUTÉ VUELVE DE MALI Y ALVES SE QUEDA EN BRASIL, no As.

Quem quiser ler em português, pode consultar o Sportugal, para ler no vernáculo dos lusos, ou portal Terra.

Depois de uma palhaçada destas, não há muito o que dizer. Futebol é uma bagunça. Quem pode mais manda mais e ponto final. Falar que o extra-campo não tem importância é muito difícil.

Abraços,

sábado, junho 16, 2007

Aula mau dada

Já algum tempo que dou aulas num curso pré-vestibular comunitário. É muito interessante dar aulas para alunos que não podem pagar um cursinho. Fazer parte das vitórias de pessoas que tinham tudo para ficarem estagnadas é muito bom.

Mas se você não tem um interesse ou ânimo em participar diretamente de uma atividade classificada como "benemérita", gostaria de avisá-lo que esta não é uma visão informada da situação.

Dar aulas num cursinho da EDUCAFRO fez muito mais por mim do que deixar a minha consciência leve. Melhorei muito a minha habilidade em falar em público, por exemplo. Vá enfrentar algum grupo de pessoas, tente falar publicamente, não é fácil. É necessário um aprendizado. Eu acho que ganhei mais do que ensinei com as minhas aulinhas. Melhorei muito.

Na primeira aula que dei, a alguns anos atrás, fiz uma cagada fenomenal, involuntária, com um aluno. lembrei desta história outro dia quando estava conversando com um amigo, tomando cervejinha e falando de futebol.

Na minha primeira aula, havia um aluno com o uniforme do São Paulo no fundo da classe. Apresentei-me e fui conhecendo os alunos. Bapo vai e papo vem, após algumas tentativas de quebrar o gelo, melhorar o ambiente, convidei o discente uniformizado para vir ao meu lado, fazer uns exercícios na lousa. Queria ser descontraído e ganhar a simpatia da classe.

Ao uniformizado, perguntei:

-- Qual o seu nome, que curso quer prestar, sãopaulino? Torcer pro São Paulo é sinal de inteligência!

A classe inteira começou a rir. Eu fiquei sem entender nada enquanto o riso inundava o ambiente. Tinha perdido o controle logo no começo da 1a aula. Uma frustração grande me dominou por uns instantes. Pensava no que teria feito de mais para que todos rissem daquele modo e na minha incapacidade para dar aulas.

Uma aluna que sentava numa das primeiras carteiras, logo em seguida, me explicou que o sãopaulino não era um torcedor do São Paulo. O uniformizado era um corinthiano roxo que estava pagando uma aposta perdida. O Timão dele havia perdido na rodada do meio de semana na Libertadores, acho.

Dou risada agora. Mas no instante foi duro. Mas o quê eu vou fazer se o corinthiano achou que o seu time tinha chances na Libertadores? O erro do aluno torcedor foi muito maior que o meu. Ele agiu voluntariamente e eu não tinha noção da cagada que iria fazer.

Em consideração ao sãopaulino que ganhou a aposta e, principalmente, em homenagem ao palmeirenses, fica este vídeo:

A mística que a camisa do Sport Club Corinthians Paulista adquiriu é muito forte entre os meus alunos. Se bobear, daqui a pouco, o Timão supera até o Flamengo no quesito torcida mais numerosa e mais fiel.

Abraços,

sexta-feira, junho 15, 2007

Dunga, o anão na corda bamba

É muito interessante ver as manchetes dos diferentes grandes veículos de comunicação tratam do tema Seleção Brasileira. Dê uma olhada:

Dunga não dá entrevistas para evitar maior desgaste (do Estadão)
Técnico está sendo preservado para evitar que o desgaste pelas críticas dos últimos dias a Robinho e Zé Roberto aumente e transforme caso em problema

Robinho treina com o Real Madrid
Guerra entre a CBF e o Real Madri pela liberação do jogador continua (da Globo)

Júlio Baptista se apresenta à seleção e já treina na Granja Comary (da Folha)

Será que a Folha acha que tá tudo resolvido entre Real, CBF e FIFA? A Globo é uma empresa de entretenimento. A sua área de jornalismo não pode criticar uma novela, por exemplo. Quando os interesses globais não estão em jogo, o departamento de jornalismo dos Marinho costuma mostrar o quanto pode ser bom -- a notícia do escrito anterior dá uma idéia.

Caro leitor não-paulista do Na Cal, estou sendo muito são paulo-cêntrico? Conto com a sua crítica.

Na Blogosfera, tou exagerando nisso, vi algumas posições interessantes:

No Mando de Campo, Silas coloca que "(...)o Campeonato Espanhol, que (Robinho) contribuiu para que seu time brigasse pelo título, está em vias de uma decisão final é mais importante que uma Copa América recheada de seleções ruins." Pois, o blogueiro sustenta, com certa razão, que "Seleção não é dever patriótico, dever patriótico é votar, (...) cobrar dos políticos que cumpram suas tarefas corretamente e com transparência, pagar impostos, respeitar as leis, entre outros...". Eu concordo em partes, discordo sem desarmonizar.

Futebol é o grande símbolo nacional brasileiro. Acho que tem de cumprir as leis que não são cumpridas, mas não dá pra deixar de dar importância à Seleção. Não são, enfim, para mim, excludentes.

O Jefferson cortaria o Robinho se fosse o Dunga. Eu acho que ele só poderia cortar alguém de verdade mesmo se fosse o Ricardo Texeira ou o representante da Nike.

Achei interessante a lembrança que o Claudio Nicolae fez do o Alex, ex-cruzeiro que está na Turquia. O cara é bom de bola e foi campeão lá também.

Não concordo com o Marquinho. Mas já ouvi várias pessoas falarem o que ele, após falar que adora futebol e seleção, coloca:

"Agora, sinceramente: quem ainda tem saco pra acompanhar a Seleção da CBF? Alguém aqui lembra quando foi o último jogo aqui no Brasil? Onde, contra quem? E agora, essa turnê, essa convocação do Dunga (babaca!)? Quem aguenta, se interessa? Não consigo ver algo mais entediante e banalizado.
CBF, Ricardo Teixeira (babaca!), empresários de jogadores, Nike& etc: nos vemos em 2010, África do Sul. Reservo pra vocês um mês a cada quatro anos e já tá de bom tamanho !
"

Tem de acompanhar criticamente, acho.

O R.C.M., no seu Inteligência BARtificial encerrou o assunto muito bem:

"Nós estamos tão preocupados que não sabemos nem quem foi convocado, nem os dias dos jogos. Falando nisso: Bigode, não esquece de colocar um aviso na porta no dia do jogo. (Seleção em campo é mais uma desculpa pra tomar umas)

Ô Bigode! Pendura esse rabo de galo que eu pago no dia do jogo.
"

Com ou sem Dunga, tomarei umas geladas com os amigos.

Abraços,

Jogadores roubados


Passeando pela internet, encontrei a notícia Goleiro da 2ª divisão preso em SP no blogue Descascar Alho. Acusam o guarda-redes de subtrair dois celulares e um tocador de mp3 dos seus ex-companheiros de clube. O acusado tinha acabado de ser desligado da equipe do Clube Atlético Joseense, de São José dos Campos. Mais detalhes em matéria do sítio jornalístico Global G1.

Aliás, ao lado de Sorocaba, a maior cidade da parte paulista do Vale do Rio Paraíba nunca conseguiu ter um futebol a altura dos orgulhos da urbe: o Instituto Tecnológico da Aeronáutica - ITA e a Empresa Brasileira de Aeronáutica S.A. - Embraer. Tudo bem, não dá para ganhar todas mesmo.

Abraços,

quinta-feira, junho 14, 2007

O campeonato está só no começo Lusinha

No texto anterior, falei da ida a uma churrascaria com amigos durante o 1o jogo da final, um dos comensais é um torcedor peculiar da Associação Portuguesa de Desportos. Ele não gosta muito de futebol e não tem paciência para assistir partidas, mas tem um carinho especial por temas que nos ligam à antiga metrópole.

Eu, em pretensa missão catequizadora, levei-o ao Canindé a alguns anos. O resultado é gostei muito de ir lá e meu amigo continuou distante do universo da bola. Tudo bem, não dá pra ganhar todas mesmo. Voltei ao Estádio da Lusinha várias vezes, sem ele, depois, é muito cômodo, perto de Metrô.

Este é um resumo do início do meu apego à Portuguesa.

Na Série B do Brasileirão 2007, o time da colônia lusa está bambeando.

Mas eu acho que não há nada de muito grave para se preocupar. Ainda há muito tempo para se recuperarem.

Em pesquisa na rede mundial de computadores, para saber o que os blogueiros falam sobre a Portuguesa, achei um desabafo importante:

"Basicamente minha reclamação é sobre a pífia cobertura que a emissora (Rádio Bandeirantes) faz ao clube (Lusa), evidenciando uma intransigência indelicada da emissora, que adora noticiar os fotos ruins do clube, mas que ignora praticamente sempre que o clube está em uma boa fase.

A Portuguesa foi campeã paulista da Série A2 e foi praticamente ignorada pela emissora em seus programas esportivos, que perdem vários e intermináveis minutos a times de outros países que nada interessam ao público local.

Sou paulistano e quero notícias do meu clube, não do Real Madrid, do Barcelona ou do Milan.

Antes de mais nada sou ouvinte diário da emissora a mais de 10 anos e exigo respeito.
Essa cobertura da emissora é elitista, seletiva e até preconceituosa.
"

Concordo com tudo o que o Sr. Douglas Nascimento coloca.

Ele enviou uma reclamação à ombusdman (sic) da Rádio Bandeirantes, que não lhe respondeu. Dê uma olhada no texto Carta Aberta a Ombdusman da Rádio Bandeirantes que ele publicou em seu blogue: Grande Angular. Também enviei uma indagação à responsável.

Clique AQUI e pergunte à Sra. Maria Elisa por que ela não responde ao questionamento do Sr. Nascimento. Aliás, em respeito à língua portuguesa, não há termo melhor que escrescente ombudsman? Ela não seria uma ombudswoman? Depois os americanos falam que os latinos são macaquitos e tem gente que fica chateada. A palavra Ouvidor, Ouvidora, não caberia no lugar?

De qualquer forma, enche a paciência, a cobertura que os times "grandes" recebem. Fica a pergunta tostines: os times são grandes porque tem a cobertura dos meios de comunicação ou os meios de comunicação cobrem mais os times grandes porque são grandes? Não sei. Só sei que é muito mais cômodo para os repórteres das tevês, rádios e jornais baseados na Cidade de São Paulo darem notícias sobre os times daqui do que terem que ir até uma cidade do interior.

Abraços,

1o jogo da Final

Vale a pena dar uma olhada na matéria do Olé:

Un Bombonerazo

Em homenagem aos finalistas da Libertadores, fui a uma churrascaria com um bons amigos colocar o papo em dia. Os choppes que falei que tomaria ontem, ficaram pra quarta que vem.

Abraços,

quarta-feira, junho 13, 2007

A final - o quê os blogues hermanos colocaram sobre

A vida paulistana é corrida para muitos; para mim, só as vezes. Hoje foi um dia paulistano meu. Por isso, desculpe-me o atraso na publicação.

Dei uma volta pelos blogues argentinos. Ver o que os caras acham sobre a final da libertadores é interessante. Um dia, tomará, seremos íntimos -- brasileiros e argentinos.

Começo minha caminhada com uma escala na Porto Alegre colorada. Eu digitei, no buscador, "boca juniors" na língua espanhola. Achei o sítio Oh Internacional!!! porque lá está publicado o hino do Boca (mp3) e tem esta foto saliente. Gostei da letra.

Depois, fui ao El Rincón Xeneize, ai sim um verdadeiro blogue de um argentino torcedor do Boca. O mais interessante que ele escreveu é que:

"Repasando el historial de finales entre argentinos y brasileños, cabe comentar que se han disputado un total de 10 instancias decisivas, en las que en 7, han triunfado los conjuntos criollos. Particularmente de esos 7 logros, 3 pertenecen al equipo de la Ribera (77-Cruzeiro; 00-Palmeiras; 03-Santos)."

Xeneize é o apelido dos do Boca.

No Deporte Futbol, encontrei algo que não gosto muito: blog dando uma de jornal. Mas, como não tinha lido nada, vi que o Riquelme não deve jogar o outro jogo da final. Já ouvi essa história com o Ricardo Oliveira no São Paulo. Agora é o Villa Real que tira o craque do torneio da segunda final, da outra vez foi o Betis. Os times gaúchos sempre levando esta vantagem nessas finais. Mas sempre há uma chance do cara jogar as duas pelejas.

Quem quiser ver os vídeos dos gols em todos os jogos do Boca até agora na Libertadores, é só clicarem no Windows Live Space do [[--**J€€[)$**--]] (não sei como pronunciar!).

Achei um que não tem muito a ver com a partida, mas é de um do Boca. No PaRa QuE tE cAgUeS dE rIsA... há uma definição interessante dos arqui-rivais de seu time:

"LA MIERDA MAS GRANDE DEL MUNDO: Se caracteriza por tener varios nombres. Se los denomina GALLINAS, EQUIPO GRANDE (??? debido al tamaño de esta mierda... porque sino, ni ahi...), RIVER, etc... Se la puede ver en Nuñez, o en diferentes barrios de mierda. Su principal caraceristica es perder contra Boca Juniors, perder... y perder. Su frustracion se debe a que ya van 11 años sin ganar Libertadores (PEQUEÑO PERIODO, NO?) y 3 sin torneos locales. Por ultimo, estan enojados ya que contrataron a un supuesto JUGADORAZO que se llama Belluschi y se lo terminaron metiendo en el orto."

Quem quiser assistir à final da libertadores pela internet, o Sobre la Tele dá as sugestões para que você faça isso.

O Boca ainda não ganhou outra Libertadores sem o Bianchi. Vamos ver se será desta vez. Vi isto no Toque de Queda.

Abraços,

terça-feira, junho 12, 2007

Paixões


Sidarta, o diretor deste espaço, se eximiu do futebol em razão da data.
Contudo, retorno ao tema por ser ele um dos mais ligados ao Dia dos Namorados.
Nem falo do dilema dos palmeirenses que, em 1993, depois de dezesseis anos de fila, tiveram de escolher entre a noite romântica e a final do campeonato.
Falo mesmo da paixão do torcedor, que vai do furor juvenil à acomodação da maturidade. Do alumbramento do primeiro jogo ao divórcio dos estádios.
É verdade que nossos tempos têm assistido à modernização dos relacionamentos. Clubes e jogadores já aderiram ao "ficar". Ao torcedor, resta o "carpe diem". Mas ele também não é assim tão fiel: às vezes elege uma paixão em cada estado, em cada país.
O time de coração é, como a namorada, uma questão de família: melhor se os pais aprovarem, mas poucos largam se não.
Vejam o caso de um amigo meu: filho exemplar, estudioso, sério. Mas cismou desde pequeno em ser atleticano, para desgosto do pai cruzeirense. O pai, é claro, perdoou, mas nos últimos tempos disse muito: "Eu estava certo." Meu amigo, contudo, sempre dá de ombros e segue sua paixão até o inferno e dele retorna. Poético, não?
A maior relação do futebol com o dia 12, porém, diz respeito ao próprio namoro.
Muitas moças não entendem a devoção de um homem a uma camisa. Ignoram o sagrado direito da precedência.
Algumas simplesmente ignoram; outras aderem; há ainda as que gostam do jogo, mas que odeiam desde sempre o time do namorado. O que é melhor?
Depende do tipo de relação que você procura.

Hoje futebol não fica em primeiro plano

Não dá para ficar em uma nota só o tempo todo. Creio que não há dia melhor que o de hoje para sair do universo das quatro linhas.

A obra O Beijo (1907-1908, óleo sobre tela, de 180 × 180 cm) de Gustav Klimt, foi uma escolha de minha namorada.

Contaram-me um gracejo interessante. O namorado fala para a namorada:

-- Eu não tenho que dar presente pra você. Só você é quem tem que dar presente para mim.

-- Por que? Ela responde com uma sobrancelha indignando-se levantada.

-- Porque é Dia dos Namorados e não Dia das Namoradas Quando houver o Dia das Namoradas, ganhará um presente.

Foi a única piadinha que ouvi.

Amanhã volto ao futebol.

Abraços,

P.S. - Amanhã vou assistir à final com o Sejão numa choperia que tá com uma promoção boa. Por R$ 20,00, chopp a vontade das 18 até às 23 horas. Não há como esse jogo ser ruim nesta C.N.T.P..

segunda-feira, junho 11, 2007

Rodada de ontem no Brasileirão (10 de Junho de 07)

Apesar da derrota do São Paulo Futebol Clube, gostei da rodada de ontem. Ouvi um comentarista, no rádio, descendo o pau no Brasileirão. O cara falou que não há craques por aqui e, assim, ficamos com a raspa do tacho. Ainda mais que o Zé Roberto se foi novamente.

-- Discordo!


Acho que o futebol brasileiro é rico porque temos diversidade. Não há três times fortes por aqui que formam um oligopólio. O Dolar tá caindo. Quanto mais cair, mais tarde os craques sairão daqui. Tudo bem que o Euro, o Iene ou o Won não acompanharam a queda da moeda do Tio Sam. Mas, de qualquer modo, a relação existe: quanto mais a classe média for à Disney, menos os nossos jogadores irão sair daqui.

Bem, voltando à vaca-fria, gostei do Goiás. Vi, depois, que o Atlético Paranaense perdeu um monte de gols. Ou seja, o Furação não está numa draga. Foi só um acidente.

Do mesmo jeito, acho que o meu tricolor paulista também tem direito de perder um pouco. Afinal, não gosto muito de uma parte dos torcedores sãopaulinos que ficaram mimados com os títulos do Telê Santana. Tem de cobrar sim, mas não na hora do jogo. Creio que o exemplo do Boca e a mimese que os torcedores do Grêmio fazem dos argentinos são difíceis de contestar-se.

Creio que o flamenguista Sujeito Oculto concordará comigo, o Figueira ganhou de um carioca na hora errada. A vitória de ontem demonstrou que, realmente, tinham chances de terem ganhado na final da Copa do Brasil no meio da semana passada. Santa Catarina é um Estado brasileiro que precisava de um futebol melhor.

Abraços,

domingo, junho 10, 2007

O que você acha que é melhor?

Uma pessoa querida vai para a Europa nestas férias. Ela irá me trazer uma camiseta de um destes times:




Qual camiseta?

KSV Hessen Kassel

F.b.c. Treviso

A.C. Chievoverona

Vicenza Calcio

Hellas Verona



Votar

resultado parcial...



Conto com o seu voto.

São estes times porque não quero uma camiseta de um time fodão italiano ou alemão. Quem quiser conhecer um pouco mais de cada time, eis as páginas na rede dedicadas a cada um:

O Vicenza Calcio é um time que gosta muito da segundona italiana que chegou a ficar em 2o no Calcio de 77/78. Mas o grande destaque desta equipe é ser o local do início da carreira de dois grandes jogadores italianos que os brasileiros conhecem bem: Paolo Rossi(na foto) e Roberto Baggio. Os dois foram as personagens principais dos confrontos Brasil vs. Itália em 82 e 94. Ainda bem que só lembro do último.

O futebol é jogado nesta cidade desde o começo do século passado. Mas o Treviso Foot-Ball Club 1993 só foi fundado em 93, como o nome indica. Conseguiu o grande feito de subir para a 1a divisão do Campeonato Italiano só temporada passada (2005/06). Contudo, voltaram para a segundona italiana -- coisas de adolescente.

O Associazione Calcio ChievoVerona já é um conhecido dos que acompanham mais de perto a 1a do italiano. O César Prates, que jogou no Real Madrid, está lá agora. Com o escândalo que envolveu o Juventus e outros, este time da cidade de Romeu e Julieta pode disputar as eliminatórias da Copa dos Campeões. Como perceberam, não foi muito longe -- perdeu logo de cara.


No Hellas Verona Football Club, como não poderia deixar de ser, o rapaz na foto é um atacante brasileiro -- Willian da Silva. O brazuca não tá lá muito bem. Só marcou 4 na série B do atual italiano e o seu time está 18o. Mas o mais interessante é o nome. Hellas é Grécia em grego. No começo do século passado, um grupo de estudantes fundou o time e o professor de grego sugeriu o nome. Contudo, o futebol deles não tem nada de erudito ou clássico.

O KSV Hessen Kassel joga numa segundona regional alemã e tem, adivinhe, um brasileiro no ataque. O concidadão se chama Júlio César e veio do Grêmio. Não me lembro deste cara.

A sugestão para quem for se aventurar nas páginas do time é o uso do tradutor.

Abraços,

sábado, junho 09, 2007

História – COPA-COBRAF

Cadê a história da arbitragem no futebol paulista ?


Ao Presidente do SAFESP, e funcionário da FPF, Sergio Correa da Silva, reproduzo o apelo inserido em várias colunas por mim elaboradas, ou seja, quando teremos o acervo de todos os árbitros que passaram pelo departamento específico da FPF, que no ontem distante escalava árbitros para jogos amadores e profissionais, acredito que o faça nos dias atuais. Pois não podemos compactuar que o hoje e o amanhã não tomem conhecimento daqueles que deram início à história da arbitragem no futebol paulista, demonstrando o verdadeiro currículo de cada um em suas respectivas épocas, inclusive com punições, elogios, dentre outros que venham a estabelecer um efeito comparativo dos erros e acertos, do ontem com o hoje, projetando o amanhã sempre buscando um aprimoramento.

Sergio Correa da Silva, não entendo sua postura em não buscar a história da arbitragem paulista, pois todos sabemos que desde o início os dirigentes da FPF, especificamente aqueles que comandavam e comandam, controlam os árbitros por relatórios dos mesmos e dos chamados Delegados da Presidência. E que todo este acervo encontram-se ou deveriam de se encontrar sob a custódia dos vários dirigentes que por lá passaram, e tenho certeza que é sua obrigação chamar este acervo e formatar em uma sala do prédio próprio do SAFESP, o Museu da Arbitragem Paulista que virá a mostrar ao público amante do futebol a verdadeira história de todos aqueles que labutaram dentro dos retângulos existentes em vários espaços deste estado, onde se praticam o chamado esporte das multidões.

Nobre presidente do SAFESP, para se tornarem árbitros, os chamados alunos da escola de árbitros da Federação são obrigados a serem sindicalizados para poderem ser escalados, o que, para mim, é antidemocrático e opressivo quanto à liberdade de escolha, imposição esta que não ocorria ao tempo em que este humilde colunista arbitrava e o SAFESP, dirigido por seu primeiro presidente, senhor José Astolphi, jamais fez acordos com dirigentes federacionistas com o propósito de obrigar aos árbitros federados a se inscreverem no sindicato para serem escalados nos jogos patrocinados pela FPF.



Copa Coronel Marinho de Futebol Society

Caro presidente da Comissão de Arbitragem da FPF, na coluna anterior demonstrei algumas incompatibilidades por mim encontradas no ranking de árbitros, conforme relação por mim recebida. No hoje, dia 07 de junho, adquiri na banca de jornal, próximo ao bangalô em que moro, o jornal DIÁRIO DE SÃO PAULO e me chamou a atenção a publicação de um informe sobre a realização da COPA “CORONEL MARINHO” DE FUTEBOL SOCIETY que, deduzo, deva ser em sua homenagem.

Não o conheço e o respeito, conforme informações a mim chegadas dizendo que sois uma pessoa desprovida de vaidades e de fácil diálogo, mesmo com um alguém como eu, taxado de radical ou de louco por muitos que nunca admitiram ou admitem que alguém se expresse de forma sincera como tento fazer.

O que me causa rubor é a hipocrisia quanto a esta Copa levar seu nome, nada contra sua pessoa, mas sempre entendi e entendo que a maioria dos árbitros inscritos no quadro da FPF ascende uma vela para Deus, uma para o Diabo e outra para o Talvez. Isto demonstra que esta denominação tem caráter de puxa-saquismo, o que por mim é, e sempre será abominado, pois entendo que a homenagem deveria ser a um dos árbitros já falecidos, como por exemplo, de hoje a um ano atrás, tomei conhecimento do falecimento de William Lobo de Souza, o Biro-Biro, e de Salvador Martins, árbitro que militou em minha época e que teve a dignidade de relatar intervenção do ex-presidente do Juventus, então homem forte do futebol paulista, o já falecido José Ferreira Pinto Filho.

Mas nesta época de consumismo e materialismo, que explicita o desrespeito ao próximo, pois todos se comunicam com os valores materiais que cada um tem ou vem a ter, não se levando em conta que o principal das relações entre seres humanos, auto denominados racionais, deva de ser o caráter, a moral, linha de conduta, sem distinção de credo, cor ou quaisquer asneiras desta tipologia.

COBRAF


Edson Rezende, Ana Paula errou, como vem fazendo há algum tempo, porém só agora foi percebido, pois a auto-promoção de sua imagem estética sempre relevou esses erros. A mesma foi afastada por ter errado na semifinal da Copa do Brasil, partida entre Botafogo e Figueirense.

Ao que lhe pergunto: Todos aqueles que cometerem erros serão afastados ?

Se sim, por que não afastar Sálvio Spínola Fagundes que errou na partida entre São Paulo e Palmeiras, erro este reconhecido pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva que puniu o jogador Edmundo, pois o árbitro não o fez ?

E também, por que não punir Leonardo Gaciba que, na partida, entre Paraná e São Paulo, marcou um pênalti inexistente a favor do time paulista ?

Se este critério, adotado no caso Ana Paula, for seguido, em pouco tempo não mais teremos árbitros e auxiliares. Além de tirar a tranqüilidade dos árbitros. Fora isso, tenho certeza absoluta que há imposições comerciais, políticas e outras gorduras existentes nos podres bastidores do futebol.

As opiniões aqui expostas são de minha inteira e total responsabilidade.

Fiori*

Esta coluna é reproduzida pelos blogs:
Pitacos do Bodaum
O Blog do Paulinho
Tabelinha F.C.

* Ex-árbitro da Federação Paulista de Futebol, é investigador de Polícia e autor do Livro "A República do Apito" onde relata a verdade sobre os bastidores do futebol paulista e nacional.